Divulgação: Capsula Mundi
Divulgação: Capsula Mundi

Já pensou em virar árvore depois de morrer? Startups oferecem o serviço

Bios Urn e Capsula Mundi têm diferentes propostas para transformar cemitérios em florestas

O Estado de S.Paulo

26 de fevereiro de 2017 | 05h00

Como agregar design arrojado com sustentabilidade, negócios e...morte? A receita parece estranha em princípio, mas empresas como a Bios Urn, com sedes na Espanha e nos Estados Unidos, e a startup italiana Capsula Mundi, já estão experimentando. 

Ambas desenvolveram urnas funerárias benéficas ao meio ambiente. A da Capsula Mundi, apresentada em 2015, é biodegradável e tem formato oval. Depois que os restos humanos são depositados, a capsula é plantada no solo envolta pelas raízes de uma muda de árvore. A Bios Urn, por sua vez, desenvolveu uma urna em formato cilíndrico que funciona como uma espécide de vaso. Uma cápsula com as cinzas da pessoa é depositada em seu interior junto com terra e sementes. Quando enterrada, a urna usa também os nutrientes do corpo para orginar árvores. 

Apesar das diferenças entre as propostas, nos dois casos a ideia é transformar cemitérios em florestas. Além de ecologicamente correto, o resultado disso seria carregado de simbolismo. Parentes e amigos podem manter a memória do falecido cuidando das árvores. No caso da Bios Urn, o projeto ainda tem uma pegada tecnológica: é possível acompanhar as condições ideais para o crescimento das plantas por meio de um aplicativo para celular. A irrigação é controlada automaticamente. 

A urna da Bios Urn está à venda no site da empresa, e o comprador pode inclusive já escolher o tipo de árvore que crescerá sobre ela. Já a Capsula Mundi por enquanto é apenas um projeto, mas é possível apoiá-lo fazendo doações também por meio de seu site. 

   

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