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Itaú capta US$ 480 milhões para financiar PMEs do Norte e Nordeste

Banco levantou capital nos Estados Unidos para financiar pequenas e médias empresas com receita de até R$ 100 milhões

Mônica Scaramuzzo, O Estado de s.Paulo,

15 de julho de 2014 | 07h09

O Itaú BBA fez uma captação de US$ 480 milhões no mercado internacional para financiar pequenas e médias empresas localizadas na região Norte e Nordeste do Brasil. Do total, US$ 400 milhões foram levantados com a Overseas Private Investment Corporation (Opic), o banco de desenvolvimento dos Estados Unidos, e os US$ 80 milhões restantes pela instituição financeira americana Wells Fargo, que também estruturou a operação para o banco brasileiro.

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O desembolso do Opic foi o maior dessa instituição para um projeto financeiro na América Latina, afirmou Carolina de Arruda Camargo, superintendente de instituições financeiras internacionais do Itaú BBA. Essa captação terá prazo máximo de pagamento de seis anos.

De acordo com Carolina, o Itaú quer expandir sua atuação nas regiões Norte e Nordeste do País. A estratégia passa por empréstimos para empresas pequenas e médias, com faturamento de até R$ 100 milhões. Esses recursos serão liberados ao longo dos próximos meses.

“O Itaú trabalha com vários tipos de ‘funding’ (linhas de financiamento) e tem como parceiros agências internacionais. É comum o banco fazer captação por meio de diversas fontes, como mercados de capitais, bancos e agências de desenvolvimento para financiar projetos”, disse a executiva.

A parceria com o Opic já é de longa data, mas, segundo Carolina, essa captação foi a maior já feita pelo banco de desenvolvimento para a região latino-americana. “O Opic quer elevar sua estratégia de desenvolvimento para a região e busca áreas com maior potencial de desenvolvimento”, disse.

Desenvolvimento. Em comunicado, o banco de desenvolvimento americano informou que “o apoio da Opic ajudará o Itaú a financiar milhares de pequenas e médias empresas através de um modelo inovador que permitirá conceder empréstimos com prazos mais longos do que normalmente disponíveis, estimulando a próxima geração de crescimento do Brasil, criação de emprego e desenvolvimento.”

A executiva disse que o Itaú já financia empresas dessa região do País e não segrega os empréstimos por ramo de atividade. “Existe uma grande demanda por linhas de financiamento de empresas desse porte.”

Há dois anos, o Itaú fez uma captação de US$ 340 milhões com a International Finance Corporation (IFC), o braço do Banco Mundial voltado para o desenvolvimento do setor privado em mercados emergentes. Esse empréstimo foi direcionado para essas mesmas regiões do País, que são consideradas emergentes tanto pela IFC como para Opic. “Essas instituições olham o Itaú como um parceiro regional forte e com posição estratégica na América Latina. O banco tem expandido sua presença nos últimos anos fora do Brasil”, disse Carolina.

Classe C. A expansão da classe C e a maior renda da população nessas regiões estão criando oportunidades de negócios para os empresários locais. Investidores estrangeiros estão mais atentos a grupos com atuação nessas regiões para parcerias e até mesmo aquisições, afirmou uma fonte do mercado financeiro. “Os empresários dessas regiões antes olhavam a região Sudeste como um vetor para expansão de seus negócios. Agora, percebem que têm um potencial para crescer nas capitais do Norte e Nordeste”, disse a mesma fonte, citando os setores de logística e os recentes investimentos feitos em regiões portuárias.

Grandes redes varejistas com atuação mais concentrada no Sul e Sudeste também têm planos de expandir seu negócios para o Norte e Nordeste do País. É o caso da Via Varejo, que pretende levar as bandeiras Casas Bahia e Ponto Frio para as principais capitais da região, de olho na classe emergente, e para concorrer com empresas regionais.

 

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