IPC-S sobe 0,17% na 2ª quadrissemana do mês

Alimentação foi a classe de despesa que mais contribuiu para o término da deflação no IPC-S

Alessandra Saraiva, Agência Estado,

16 de agosto de 2011 | 13h06

Após sete semanas em deflação, o Índice de Preços ao Consumidor - Semanal (IPC-S) voltou a subir. O indicador registrou alta de 0,17% até a quadrissemana encerrada em 15 de agosto, segundo informou hoje a Fundação Getúlio Vargas (FGV). No IPC-S anterior, de até 7 de agosto, o indicador caiu 0,01%.

Três das sete classes de despesa componentes do índice apresentaram acréscimos em suas taxas de variação de preços, na passagem da primeira para a segunda quadrissemanas deste mês, de acordo com a FGV.

Alimentação foi a classe de despesa que mais contribuiu para o término da deflação no IPC-S. Segundo a FGV, os preços dos alimentos também pararam de cair no período (de -0,48% para 0,14%).

Entre os alimentos, foram registradas quedas mais fracas de preços ou aumentos em itens de peso no cálculo da inflação varejista. É o caso de legumes (de -5,74% para -4,62%) e frutas (de -0,63% para 2,83%).

As outras classes de despesa que apresentaram aceleração ou queda mais fraca de preços foram Habitação (de 0,31% para 0,35%) e Educação, Leitura e Recreação (de -0,17% para -0,04%).

Em contrapartida, houve desaceleração e queda mais intensa de preços nos grupos Transportes (de 0,20% para 0,07%), Vestuário (de -0,22% para -0,47%) e Despesas Diversas (de 0,10% para 0,08%). Já o grupo Saúde e Cuidados Pessoais manteve a mesma taxa de variação de preços no período (0,34%).

Entre os produtos pesquisados, as mais expressivas altas de preço foram apuradas em limão (50,10%); aluguel residencial (0,81%); e plano e seguro saúde (0,64%). Já as mais expressivas quedas de preços foram registradas em batata-inglesa (-23,31%); tomate (-5,65%); e alho (-4,91%).

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