Alex Silva/Estadão
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Investir em franquia sem deixar o trabalho é uma opção possível

Confira exemplos de franquias que não exigem 100% da atenção do empresário

Rodrigo Rezende, Estadão PME,

27 de março de 2014 | 07h26

Sabe aquele história de que o sucesso de uma franquia depende, fundamentalmente, da dedicação exclusiva do empresário no comando da operação? Bom, há casos e casos. E nesta matéria, ganham destaque as histórias de empreendedores que não se desligaram totalmente de sua atividade original assim que investiram em uma nova oportunidade de negócio.

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Basicamente, eles delegaram parte da gestão da marca ou encontraram meios de dividir o dia entre um empreendimento principal e um segundo investimento; no caso, a nova franquia, idealizada e tocada como um meio de complementar os rendimentos mensais de seu proprietário.

Cristiane Prado, dona de um escritório de advocacia com o marido em São Paulo, é um desses exemplos. Em 2008, ela desembolsou R$ 38 mil para investir na abertura de sua primeira unidade da escola de idiomas UNS, também na capital. A decisão de entrar no segmento de franquias foi inspirada pelo filho de Cristiane. "Ele se identificou com o método da escola, aprendeu inglês em um ano e meio e se tornou professor, então investi em uma escola para ele trabalhar", diz.

 

Atualmente, a empresária tem duas unidades, uma na cidade de Osasco e outra no Tatuapé, que atendem cerca de 800 alunos. Há também o plano de abrir mais uma escola em Barueri, na Grande São Paulo.

O segredo da empresária é delegar as responsabilidades por entre a família. Cristiane é a chefe da turma e responsável pela área administrativa. O filho Felipe cuida da área pedagógica. Já a filha Tainah é responsável pelo departamento comercial. “Com as escolas de idiomas, aumentei meu rendimento em torno de R$ 10 mil por mês”, conta.

Outra profissional que faz jornada para manter uma franquia é a professora de matemática Simone Rossin. Há cinco anos ela trocou a sala de aula por uma consultoria financeira que oferece cursos para crianças, adolescentes e adultos. No final do ano passado, Simone investiu cerca de R$ 20 mil para comprar uma franquia da Mídia Pane, um negócio que vende espaço publicitário em embalagens de pães.

"A franquia é mais fácil, já vem estruturada. Já nos cursos (do seu negócio principal), eu que faço tudo", afirma ela, que apesar disso, planeja delegar a parte comercial do novo empreendimento. "No segundo semestre, quero trazer uma ou duas pessoas para não estar mais no campo o tempo todo."

Análise. Para quem deseja investir em uma franquia e, ao mesmo tempo, manter outro trabalho, o professor da PUC-SP José Palandi Júnior orienta para a necessidade de, antes, combinar o jogo com o franqueador. "Tradicionalmente, os franqueadores exigem que os empresários se disponham a exercer a atividade dedicando-se 100%. É preciso abrir o jogo desde o início", afirma.

Mas considerando possíveis empreitadas como as aqui registradas, o professor salienta a necessidade de buscar por oportunidades identificadas com as habilidades e anseios do franqueados. A dinâmica é a mesma trabalhando ou não em tempo integral com o negócio. "Mesmo se não vai ficar o tempo todo (trabalhando), é preciso fazer o que gosta", diz.

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