Marcos de Paula/Estadão
Marcos de Paula/Estadão

Instaquadros transforma fotografia virtual publicada no Instagram em real

Imagens são impressas em quadros com moldura, em telas de pintura ou até em prismas de acrílico

Rodrigo Rezende, Estadão PME,

10 de abril de 2013 | 14h30

 Os criadores do Instaquadros, empresa do Rio de Janeiro que nasceu em agosto de 2012, oferecem ao consumidor a possibilidade de ampliar em até nove vezes as imagens publicadas no site de compartilhamento de fotos Instagram. E eles garantem a nitidez dessa fotografia.

O cliente, ao contratar o serviço, pode receber essas imagens impressas em quadros com moldura, em telas de pintura ou em prismas de acrílico.

Embora ainda no início de sua trajetória empreendedora, o Instaquadros tem potencial para crescer porque ganham cada vez mais espaço os negócios que conseguem aliar o virtual com o físico. O novo, com o antigo.

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Quer outro exemplo? Uma empresa na Austrália resolveu ressuscitar as tradicionais fitas cassetes. A proposta da Share Tapes é que o usuário acesse o site do negócio e compre cinco cartões – eles custam cerca de R$ 15.

Esses cartões são uma imitação física da fita cassete e permitem ao cliente carregá-los em plataformas como Youtube ou Spotify e, dessa forma, montar sua lista preferida de músicas.

Qualquer semelhança com o uso inicial da fita cassete nas décadas passadas não será, de forma nenhuma, coincidência.

Conhecimento. Mas o segredo do potencial do Instaquadros não está apenas no fato de o negócio seguir uma tendência. Segundo um dos quatro sócios da empresa, Allan Campos, os conhecimentos diferentes de cada um dos integrantes da sociedade será fundamental para o futuro da empreitada.

Campos formou-se em desenho industrial. Luiz Felipe Grossi, Felipe Barbosa e João Marques são especialistas, respectivamente, em varejo e eventos, na área gráfica e no desenvolvimento em internet. “Não adianta aventurar-se em um mercado que você não conhece bem, pois isso vai consumir muito tempo de aprendizagem e pode fazer com que o negócio não dê certo”, recomenda Campos.

Outro diferencial do negócio, de acordo com Campos, é o cuidado especial que eles têm com o pós-venda. Antes de começarem, os empreendedores fizeram diversas compras de produtos similares aos que pretendiam comercializar e constataram que cerca de 40% dos itens vinham quebrados, com algum problema, ou simplesmente nem chegavam de fato.

“Visualizamos que nossa oportunidade estava aí, de vender e acompanhar todo o processo até o cliente receber o produto”, conta Campos. “Essa iniciativa permitiu que conquistássemos taxa praticamente zero de reclamações. Se o cliente não gostar, nós fazemos outra peça ou reembolsamos o valor pago”, garante.

A empresa também soube diversificar. Os clientes podem criar galerias de imagens, gratuitamente, e vender suas fotos por meio do site do Instaquadros. “Nosso foco é em arte”, afirma Campos. “Com a tecnologia que desenvolvemos, atendemos todos os amantes de fotografia, que também querem divulgar suas fotos e até mesmo ganhar dinheiro com isso.”

O investimento feito pelos empreendedores para iniciar o empreendimento, incluindo a fase de pesquisas, foi de R$ 100 mil.

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