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Instagram se transforma em loja virtual para pequenos vendedores

Cerca de 500 vendedores, entre profissionais liberais e pequenas empresas, usam a ferramenta

André Ítalo Rocha, especial para o Estado de S. Paulo,

06 de maio de 2014 | 06h30

Quando começou a vender joias, em fevereiro do ano passado, a arquiteta Raquel Arazaki, 27 anos, criou uma conta no Instagram apenas com a intenção de ampliar a divulgação de suas produções. Se seus seguidores se interessassem por elas, poderiam comprá-las na loja física (que leva seu nome), em São Paulo, ou no site oficial. Desde outubro, porém, a adesão a uma ferramenta chamada Arco permite que seus clientes façam a compra diretamente pela rede social, o que vem alavancando seu negócio.

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"Hoje, minhas vendas pelo Instagram são, em média, o dobro do que vendo pelo site. Às vezes tem mês que não vendo nada pela loja virtual, enquanto no 'Insta' eu consigo manter uma média de cinco a 10 vendas por mês", conta Raquel.

Além da arquiteta, cerca de 500 vendedores, entre profissionais liberais e pequenas empresas, usam a ferramenta, segundo estimativa de Diana Assennato, CEO e sócia da Arco, startup paulistana com apenas oito meses de vida.

"E a maior parte das lojas é voltada para moda e acessórios", observa Diana. Não por acaso este é o segmento que lidera as vendas pela internet, representando, no ano passado, 19% do que foi vendido em todo o comércio eletrônico brasileiro, de acordo com levantamento do e-Bit.

"Mas também temos usuários que vendem livros, ingressos para festas e até serviços de consultorias", afirma Diana. O número aproximado de compradores cadastrados chega a 2,5 mil.

Em conversas com clientes, a empresária percebe que a maior dificuldade daqueles que se interessam pela Arco é entender que não basta aderir à ferramenta, mas é preciso também saber geri-la. "Muita gente quer usar as mídias sociais para fazer dinheiro, mas falta informação, falta saber como funcionam as redes sociais, o horário certo para postar as fotos etc. É um público que não está fechado para inovação, mas falta falta um pouquinho de base", diz.

A designer de moda Nayana Estanislau, de 24 anos, também adepta da Arco, tenta se manter antenada ao assunto para não bobear em seu negócio. Dona de uma grife há quase seis anos, que também leva o seu nome, Nayana descobriu a ferramenta em um curso de marketing digital na capital cearense, no início deste ano.

Como também ela já usava o Instagram para divulgar suas peças de roupa, ela aproveitou a conta para apostar na novidade. "Tem sido muito positivo, não só pelas vendas, mas também porque o pessoal da Arco divulga seus produtos na página deles e, com isso, você ganha mais seguidores", afirma a designer.

Como funciona. Para efetuar uma compra no Instagram é necessário que vendedor e comprador tenham contas no PayPal, no site da Arco e, obviamente, na própria rede social. Daí, basta o seguidor interessado comentar a palavra 'comprar' na foto do produto, sem hashtags ou qualquer outra palavra. O comentário permite que a Arco autorize a compra do produto por meio da conta do seguidor no PayPal, que, em seguida, envia uma mensagem de confirmação para o seu usuário.

Quando o comprador se confunde e não faz o comentário da maneira adequada ou se interessa pelo produto e não tem conta no PayPal, a equipe da Arco entra em contato com ele para fazer as devidas orientações, ajudando os vendedores a não perder potenciais vendas e acostumando os usuários do Instagram à novidade.

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