Eduardo Macarios/Divulgação
Eduardo Macarios/Divulgação

Inspiradas em 'gordices' norte-americanas, irmãs criam copo para café feito de cookie

Batizado de Cookie Shot, esse doce tem atraído os curitibanos para a recém-inaugurada Cookie Stories, uma espécie de híbrido entre doceria e cafeteria

Mariana Canhisares, Especial para O Estado

03 de junho de 2017 | 06h00

A combinação entre o café e um docinho é tão querida que chega a ser difícil sair do óbvio quando se coloca a dupla em um negócio. Mas, com inspiração em algumas 'gordices' norte-americanas, as irmãs Rafaela e Camila Camargo conseguiram criar um produto novo, que pretende transformar a tradicional experiência do cafezinho. Imagine só tomar um espresso num copinho feito a partir da massa de cookies e com revestimento de chocolate. Batizado de Cookie Shot, esse doce tem atraído os curitibanos para a recém-inaugurada Cookie Stories, uma espécie de híbrido entre doceria e cafeteria, o primeiro empreendimento da dupla.

Para conseguir um copinho desses, os clientes têm de ser rápidos. Durante a semana, a loja produz apenas 70 unidades por dia e, aos sábados, quando o fluxo de pessoas é mais intenso, 150 copinhos ficam disponíveis. "Infelizmente, ainda não conseguimos produzir mais do que isso. A preparação dura três horas", conta Rafaela. Para a empreendedora, o grande desafio no momento é justamente esse: alinhar o processo produtivo à procura. 

Aberta há pouco mais de dois meses, a loja já não dá conta da demanda. Há dias em que os trinta lugares reservados para os clientes são bastante disputados. Até mesmo a cozinha já ficou pequena, agora que Camila precisou contratar funcionárias para ajudá-la. Enquanto o pedido para ampliar a área externa da loja não é aprovado pela prefeitura de Curitiba, as irmãs sonham em ampliar o negócio. "Talvez não para esse ano, mas uma segunda loja já está nos nossos planos", comentam.

A ambição de empreender está no sangue da família Camargo. Enquanto o pai de Rafaela e Camila comandava uma empresa de engenharia, a mãe se aventurou em montar um salão de cabeleireiro. Não à toa os dois foram grandes incentivadores do sonho da Cookie Stories. Mas, conhecendo os altos e baixos da vida de empreendedor, deram conselhos importantes para que os planos saíssem do papel. "Meu pai sugeriu que não abríssemos a loja logo de cara, porque não tínhamos experiência. Por isso, começamos pequeno, com uma loja online", afirma Rafaela, que deixou a vida de economista para se dedicar completamente aos doces.

Nos primeiros passos da loja, Rafaela e a irmã, que é designer e chef de formação, cuidaram de todo o processo, das receitas até a divulgação nas redes sociais. A cozinha da casa da mãe foi, durante seis meses, o endereço da empresa. Nessa mesma época, criaram um food bike para apresentar os produtos em eventos. No entanto, a dupla sabia que tanto o e-commerce quanto a bicicleta não atendiam exatamente os desejos do público. "Os clientes queriam sentir o cheiro do cookie quentinho, feito na hora. No site, a gente só conseguia entregar de um dia para o outro e, com a bike, não tinha como produzir os nada ali", afirma Rafaela.

Esses pequenos fracassos apenas comprovaram a necessidade de uma loja física. Mas, entre as primeiras encomendas e o término nas obras no espaço onde hoje é a Cookie Stories, se passaram dois anos. Demorou um pouco para que conseguissem a própria doceria, é verdade. Contudo, esse período foi crucial.  Camila correu atrás de uma especialização em pâtisserie, a mãe das meninas se tornou membro oficial da cozinha e o pai delas, assim como o sogro da chef, entrou como sócio do negócio. Trabalhar em família nem sempre foi fácil, mas a intimidade acabou sendo um ponto positivo para o crescimento das empreendedoras. "É claro que temos brigas, mas o bom é que a gente se resolve na hora", comenta a economista, rindo. 

Para ela, sem essa parceria e convívio direto, teria sido mais difícil chegar à receita ideal do Cookie Shot. Foram meses de testes até criar o que deveria ser um simples acessório da loja, e mais de um ano até o colocarem à venda. No horizonte, as empresárias esperam que a guloseima siga com o protagonismo. "A expectativa é que esse ritmo se mantenha assim por muito tempo", afirma Rafaela.

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