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Inovação está nos detalhes : saiba o que você precisa fazer para se tornar relevante

Encontro promovido pelo Estadão PME e Link mostra o que é preciso fazer para ganhar espaço no mercado

Rodrigo Rezende, Estadão PME,

27 de setembro de 2013 | 07h20

O brasileiro empreende hoje porque enxerga uma oportunidade – as iniciativas por necessidade perdem força conforme a economia brasileira avança. Mas isso não significa que as coisas ficaram mais fáceis. A necessidade de inovar, e de adaptar-se à tecnologia, tira o sono do empreendedor. A boa notícia é que a inovação, algo que parece distante do pequeno empresário, está nos detalhes. E é acessível. Essas foram as principais conclusões do Encontro Inovar e Empreender, promovido pelo Estadão PME e o Link na segunda-feira, 23.

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Amir Leme, diretor-administrativo do General Prime Burger, por exemplo, conta que o Grupo Egeo – dono da marca e de outras empresas de alimentação – inovou ao implantar a centralização das operações administrativas em um só local. “Foi uma inovação. Montamos um centro de serviços para ter todo o controle e a gestão dos negócios sem alterar a característica original de cada um, deixando cada restaurante responsável por fazer uma boa comida e dar um bom atendimento.”

Segundo Alexandre Seródio, CEO da empresa Beleza na Web, é necessário ter foco em entregar uma experiência inovadora para o cliente, mas isso só será possível caso o negócio tenha um ótimo planejamento financeiro. “Se você tiver isso, vai conseguir superar outras barreiras, fazer alguma coisa diferente e que ninguém fez”. Segundo ele, é preciso acreditar no que outras pessoas acham impossível. “Outro ponto é ser muito detalhista, fazer bem feito para tudo funcionar de forma melhor, não deixar para depois o que você pode fazer agora. Não aceitar o óbvio é importante.”

Perceber as transformações dos hábitos de consumo é outra maneira de inovar. Paula Pinto e Silva, professora da Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM), destaca que o consumidor não pode mais ser classificado apenas conforme sua classe social, mas deve ser categorizado por suas aspirações. Ou seja: a pessoa da periferia pode desejar o mesmo que o morador de um bairro chique. E vice-versa. “Essa fragmentação é o desafio das empresas, que precisam conhecer o consumidor. Isso vai desafiar a lógica do pensamento tradicional”, afirma a especialista Paula.

Prática. O Hotel Urbano, cujo negócio é 100 % online, entendeu que algumas pessoas ainda têm receio de comprar um pacote de viagens pelo site e demandam atendimento pessoal. Isso incentivou a empresa a inovar com a abertura de lojas físicas.“Apostamos nesse modelo para conhecer melhor o consumidor e oferecer mais credibilidade”, destaca o CEO do negócio, José Eduardo Mendes.

“Ao ouvirmos seus receios e necessidades, também melhoramos nosso site”, conta Carla Sarni, criadora da rede de clínicas odontológicas Sorridents, investe R$ 1,5 milhão por ano em inovação. A empresa foi a primeira do segmento, por exemplo, a oferecer aparelhos para os dentes sem custo para o cliente. A concorrência copiou a estratégia e o negócio passou, então, a fornecer sem custos os exames que são necessários antes da colocação do corretor.

Recentemente, a Sorridents inovou mais uma vez ao trazer para o País uma tecnologia que permite ao paciente aumentar o período entre as consultas de manutenção do aparelho. Mas Carla garante que a inovação não é apenas uma questão de dinheiro. A empreendedora conta o caso de um franqueado. Ele superou a concorrência, que cobrava preço inferior ao praticado pela rede, simplesmente porque conseguiu mostrar a qualidade do serviço e os diferenciais da empresa. A inovação está na iniciativa.

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