Inflação oficial em 12 meses é a maior desde junho de 2005

IPCA subiu 0,16% em julho. No ano, acumula alta de 4,04%

Daniela Amorim, Agência Estado,

05 de agosto de 2011 | 11h42

A inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) fechou julho com alta de 0,16%, ante uma variação de 0,15% em junho, informou há pouco o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado ficou dentro do intervalo das estimativas dos analistas ouvidos pelo AE Projeções, que iam de 0,11% a 0,21%, mas abaixo da mediana de 0,18%.

O IPCA é o índice oficial utilizado pelo Banco Central para cumprir o regime de metas de inflação, determinado pelo Conselho Monetário Nacional. Até julho, o indicador acumula alta de 4,04% no ano. Em 12 meses, o índice registra aumento acumulado de 6,87% - o maios alto desde junho de 2005.

A queda de 0,34% nos preços do grupo Alimentação e Bebidas representou o maior impacto negativo, -0,08 ponto porcentual, na taxa do IPCA de julho. Na leitura anterior, os alimentos tinham recuado menos, -0,26%.

Vários produtos ficaram mais baratos, especialmente o tomate (-15,32%), que exerceu a mais forte pressão para baixo (-0,04 ponto porcentual), seguido das carnes (-1,12%), com impacto de -0,03 ponto. Mesmo com o resultado, o grupo Alimentação e Bebidas ainda acumula alta de 2,77% no ano.

No grupo de não alimentícios, a variação foi de 0,31% em julho ante junho, pouco acima da taxa de 0,28% na leitura anterior. Por outro lado, os preços do grupo Transportes voltaram a acelerar, passando de uma queda de 0,61% em junho para uma alta de 0,46% em julho. O impacto foi de 0,09 ponto porcentual na alta de 0,16% do IPCA.

Os preços dos combustíveis voltaram a subir, saindo de uma variação de -4,25% em junho para 0,47% em julho. O etanol, após a forte queda de 8,84% do mês de junho, subiu para 4,01% nessa leitura, tendo aumentado de preço em todas as regiões pesquisadas. Já o preço do litro da gasolina passou de -3,94% em junho para 0,15% em julho, embora tenha mantido a continuidade do movimento de queda na maioria das regiões, com exceção apenas de Salvador (6,86%), Brasília (2,31%), Goiânia (0,21%) e Belém (0,07%).

O grupo Transportes teve ainda a influência do aumento das tarifas dos ônibus interestaduais (de 0,55% em junho para 5,80% em julho), tendo em vista o reajuste médio de 5,00% vigente a partir do dia 1º de julho. Houve impacto também de aumentos nos itens conserto de automóveis (de 0,95% para 1,52%), pedágio (de 0,00% para 4,62%) e passagens aéreas (de 12,83% para 3,20%), que, mesmo com desaceleração, permaneceram em alta.

Baixa renda

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) apresentou variação zero em julho, ante alta de 0,22% em junho, segundo dados divulgados pelo IBGE. Com o resultado, até o mês passado, o índice acumula altas de 3,70% no ano e de 6,87% em 12 meses.

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