Jonne Roriz/AE
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Inflação no atacado é a mais baixa desde 2009

A inflação atacadista apurada pelo IPA-10 subiu 4,69% em 2011

ALESSANDRA SARAIVA, Agência Estado,

15 de dezembro de 2011 | 11h59

 A inflação atacadista apurada pelo IPA-10 subiu 4,69% em 2011, segundo dados divulgados hoje pela Fundação Getúlio Vargas (FGV). O resultado foi menos da metade da alta de 13,73% em 2010; e o mais baixo desempenho desde 2009 (-4,36%).

O cenário de preços este ano no atacado foi bem diferente do registrado no ano passado. Os preços dos produtos agrícolas no atacado subiram 4,14% este ano, após subirem 24,22% em 2010. Já os preços dos produtos industriais no atacado finalizaram o ano com alta de 4,90%, em comparação com a alta de 10,36% em 2010.

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No âmbito do Índice de Preços por Atacado segundo Estágios de Processamento (IPA-EP), que permite visualizar a transmissão de preços ao longo da cadeia produtiva, os preços dos bens finais no atacado tiveram alta de 3,36% em 2011, após subirem 7,55% em 2010. Já os preços dos bens intermediários acumularam avanço de 3,67% este ano, em comparação com a alta de 7,65% em 2010. Por fim, os preços das matérias-primas brutas subiram 7,63% em 2011, após mostrarem alta de 32,53% em 2010.

Entre os produtos pesquisados, as altas mais expressivas de preço em dezembro no atacado foram registradas em bovinos (4,53%); carne bovina (7,58%); e gasolina automotiva (9,91%). Já as mais expressivas quedas de preço no atacado foram verificadas em minério de ferro (-4,62%); soja em grão (-3,66%); e milho em grão (-4,66%).

Varejo

A inflação no varejo medida pelo IPC-10 encerrou o ano com avanço de 6,17%, após subir 5,83% em 2010 - a mais forte desde 2003 (9,86%). A aceleração na taxa do IPC-10, de novembro para dezembro deste ano (de 0,31% para 0,65%) foi causada por acréscimos nas variações de preços em cinco das sete classes de despesa usadas para cálculo do índice.

Mais uma vez, o destaque foi a aceleração de preços em Alimentação (de 0,20% para 1,02%). Neste grupo, houve taxas de inflação mais intensas em carnes bovinas (de 1,04% para 4,48%) e em frutas (de 0,18% para 4,30%).

Os outros grupos que tiveram acréscimos em suas taxas de variação de preços foram Transportes (de -0,11% para 0,36%), Saúde e Cuidados Pessoais (de 0,39% para 0,53%), Despesas Diversas (de 0,11% para 0,43%) e Vestuário (de 0,89% para 1,08%).

Já os grupos Habitação e Educação, Leitura e Recreação repetiram as taxas de variação de preços no período, de 0,47% e de 0,46%, respectivamente.

Entre os produtos pesquisados, as altas mais expressivas no varejo no IGP-10 de dezembro foram registradas nos preços de mamão da Amazônia - papaya (33,94%); tarifa de eletricidade residencial (1,55%); e passagem aérea (16,08%). Já as mais significativas quedas de preço foram apuradas em batata-inglesa (-9,41%); leite tipo longa vida (-2,65%); e alho (-9,81%).

Construção

Na construção civil, a inflação fechou o ano com alta de 7,74%, acima do apurado em 2010 (7,34%) e a mais intensa desde 2008 (12,28%). No desempenho mensal, a aceleração na taxa do INCC-10, de novembro para dezembro (de 0,39% para 0,53%) foi influenciada por aumentos mais intensos nos preços de mão de obra (de 0,50% para 0,81%).

Entre os produtos pesquisados na construção, as altas de preço mais expressivas apuradas pelo IGP-10 de dezembro foram registradas em ajudante especializado (0,90%); servente (0,98%); e pedreiro (0,77%). Já as mais expressivas quedas de preço foram apuradas em placas e cerâmicas para revestimento (-0,60%); vergalhões e arames de aço ao carbono (-0,09%); e aluguel de máquinas e equipamentos (-0,10%).

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