Ernesto Rodrigues/AE
Ernesto Rodrigues/AE

Inflação dos meios de transporte pressiona o pequeno empresário

Inflação medida pelo IBGE aponta fortes altas no preço do etanol, da gasolina e do táxi

estadão pme,

06 de setembro de 2011 | 09h28

O dono de uma micro e pequena empresa deve estar atento com os gastos de transporte, que podem impactar na composição do preço final dos preços dos produtos e serviços comercializados pelo empreendedor.

O Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), divulgado nesta terça-feira (6) pelo IBGE) mostra que do início do ano até agosto o valor do litro do etanol na Região Metropolitana de São Paulo apresenta alta de 8,80%. O preço da gasolina não fica muito atrás: alta de 8,40%. No mesmo período do ano passado, os preços dos combustíveis apresentavam a queda. Entre janeiro e agosto de 2010, por exemplo, o litro da gasolina apresentava queda de 0,09%. No caso do etanol, a desvalorização era forte: -12,79%.

O pequeno empresário que ainda utiliza os serviços de táxis para visitar clientes ou fechar negócios também deve se preocupar. Enquanto no ano passado o serviço não havia sofrido qualquer reajuste entre janeiro e agosto, em 2011, o valor do serviço foi reajustado em 18,72%.

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Boa notícia, mesmo, apenas para o empreendedor que precisa alugar um veículo individualmente - sem que ele tenha um contrato assinado com uma locadora. O preço do serviço registra em 2011 queda de 1,81%. No ano passado, esse serviço havia apresentado alta de 6,93% no preço. Também continua em baixa o preço do gás veicular: neste ano, a queda de 4,42% registrada até agosto é ainda superior a registrada em igual período do ano passado, quando os preços marcavam declínio de 3,26%.

Na Região Metropolitana de São Paulo, a inflação geral acumulada entre janeiro e agosto registra alta de 4,58%. Ela é bem superior ao porcentual medido pelo IBGE em igual período de 2010, quando a alta era de 2,89%.

Dados do Brasil

De acordo com os dados divulgados hoje, a inflação medida pelo IPCA - no Brasil - fechou agosto com alta de 0,37%, ante uma variação positiva de 0,16% em julho. O resultado ficou dentro do intervalo das estimativas dos analistas ouvidos pelo AE Projeções, que iam de alta de 0,27% a 0,40%, com mediana de 0,36%.

O IPCA é o índice oficial utilizado pelo Banco Central para cumprir o regime de metas de inflação, determinado pelo Conselho Monetário Nacional. Até agosto, o indicador acumula altas de 4,42% no ano e de 7,23% nos últimos 12 meses, ainda segundo a análise dos dados nacionais.

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