Daniel Teixeira/AE
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Inflação do aluguel avança 0,52% na segunda prévia

Até a segunda prévia de setembro, o IGP-M acumula aumentos de 4,02% no ano e de 7,33% em 12 meses

Alessandra Saraiva, Agência Estado,

19 de setembro de 2011 | 10h24

A segunda prévia do Índice Geral de Preços de Mercado (IGP-M) subiu 0,52% em setembro, segundo informou a Fundação Getúlio Vargas (FGV). Em agosto, a segunda prévia mostrou alta de 0,33%. O resultado ficou dentro do piso das estimativas dos analistas do mercado financeiro consultados pelo AE-Projeções (de 0,50% a 0,60%) e abaixo da mediana das expectativas (0,56%).

A taxa acumulada do IGP-M é usada no cálculo de reajuste nos preços dos aluguéis. Até a segunda prévia de setembro, o IGP-M acumula aumentos de 4,02% no ano e de 7,33% em 12 meses. O período de coleta de preços para cálculo da segunda prévia do IGP-M deste mês foi do dia 21 de agosto a 10 de setembro.

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Os preços dos produtos agrícolas no atacado subiram 1,33% na segunda prévia do IGP-M de setembro, taxa similar à alta de 1,31% apurada na segunda prévia do mesmo índice em agosto. Segundo a Fundação Getúlio Vargas (FGV), os preços dos produtos industriais também voltaram a subir na segunda prévia anunciada hoje, com aumento de 0,33% em setembro, em comparação com a alta de 0,14% na segunda prévia de agosto.

No âmbito do Índice de Preços por Atacado segundo Estágios de Processamento (IPA-EP), que permite visualizar a transmissão de preços ao longo da cadeia produtiva, os preços dos bens finais subiram 0,42% na segunda prévia de setembro, após avançarem 0,80% na segunda prévia de agosto. Já os preços dos bens intermediários apresentaram queda de 0,13% na prévia divulgada hoje, em comparação com o recuo de 0,50% na segunda prévia do IGP-M de agosto. Por fim, os preços das matérias-primas brutas tiveram taxa positiva de 1,72% na segunda prévia de setembro, em comparação com a elevação de 1,29% na segunda prévia de agosto.

Atacado

O IPA-M subiu 0,59% na prévia anunciada hoje, após avançar 0,45% em igual prévia do mesmo índice em agosto. Até a segunda prévia do IGP-M de setembro, a inflação no atacado medida pelo IPA-M acumula altas de 3,45% no ano e de 7,40% em 12 meses, segundo a Fundação Getúlio Vargas (FGV), que anunciou a segunda prévia do IGP-M de setembro. O IPA-M representa 60% do total do IGP-M.

Os preços dos produtos agrícolas no atacado acumulam altas de 3,08% no ano e de 15,09% em 12 meses. Já os preços dos produtos industriais no atacado registram altas de 3,58% no ano, e de 4,88% em 12 meses.

No âmbito do Índice de Preços por Atacado segundo Estágios de Processamento (IPA-EP), que permite visualizar a transmissão de preços ao longo da cadeia produtiva, os preços dos bens finais acumulam taxas positivas de 2,71% no ano e de 5,20% em 12 meses até setembro. Por sua vez, os preços dos bens intermediários registram altas de 2,16% no ano, e de 4,01% em 12 meses. Já os preços das matérias-primas brutas registram inflação de 6% no ano, e acumulam taxa positiva de 14,85% em 12 meses.

Entre os produtos pesquisados no atacado, as altas de preço mais expressivas foram registradas em soja em grão (5,34%); café em grão (9,92%); e minério de ferro (3,06%). Já as mais significativas quedas de preço, no atacado, foram apuradas em suínos (-7,34%); bovinos (-1,15%); e algodão em caroço (-3,37%).

Varejo

No varejo, o IPC-M teve alta de 0,52% na segunda prévia deste mês, em comparação com a taxa positiva de 0,08% na segunda prévia do mês passado. A inflação medida pelo IPC-M acumula elevações de 4,62% no ano e de 7,03% em 12 meses, até a segunda prévia do IGP-M de setembro, anunciada hoje pela Fundação Getúlio Vargas (FGV). O IPC-M representa 30% do total do IGP-M.

A aceleração taxa do IPC-M, da segunda prévia do IGP-M de agosto para igual prévia do mesmo indicador em setembro (de 0,08% para 0,52%), foi influenciada por aumentos mais intensos de preços ou fim de deflação em cinco das sete classes de despesa usadas para cálculo do indicador. Mais uma vez, o destaque ficou com Alimentação, cujos preços pararam de cair (de -0,13% para 0,85%). Nesta classe de despesa,houve quedas mais fracas e acelerações de preços em hortaliças e legumes (de -5,18% para -2,00%), frutas (de 2,18% para 6,12%) e carnes bovinas (de 0,05% para 1,45%).

Os outros grupos que apresentaram acréscimos em suas taxas de variação de preços foram Vestuário (de -0,75% para 1,58%), Saúde e Cuidados Pessoais (de 0,37% para 0,60%), Educação, Leitura e Recreação (de 0,01% para 0,18%) e Transportes (de 0,01% para 0,18%).

Já os grupos que tiveram desaceleração de preços foram Habitação (de 0,35% para 0,31%) e Despesas Diversas (de 0,10% para 0,07%).

Entre os produtos pesquisados no varejo, as altas de preços mais expressivas foram apuradas em limão (54,34%); aluguel residencial (0,72%); e leite tipo longa vida (2,77%). Já as mais significativas quedas de preços foram registradas em alho (-11,89%); cebola (-8,42%); e vagem-comum (-12,41%).

Construção

O INCC-M registrou taxa positiva de 0,09% na segunda prévia do indicador deste mês, após registrar elevação de 0,18% na segunda prévia de agosto.

Na construção civil, a inflação no setor medida pelo INCC-M acumula aumentos de 6,41% no ano e de 7,59% em 12 meses, até a segunda prévia do IGP-M de setembro, segundo informou a Fundação Getúlio Vargas (FGV). O INCC representa 10% do total do IGP-M.

A desaceleração na taxa do INCC-M, da segunda prévia do IGP-M de agosto para a segunda prévia de setembro (de 0,18% para 0,09%) foi influenciada por menor impacto das taxas de inflação de mão de obra (de 0,04% para 0,01%) e de materiais, equipamentos e serviços (de 0,32% para 0,18%).

Entre os produtos pesquisados, a FGV informou que as mais expressivas altas de preço na construção civil foram registradas em projetos (0,50%); tinta a base de PVA (1,92%); e elevador (0,25%). Já as mais expressivas quedas de preços foram registradas em condutores elétricos (-1,65%); vergalhões e arames de aço ao carbono (-0,39%); e massa de concreto (-0,10%). 

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