Índice de Confiança de Pequenos e Médios Negócios registra queda

Índice de Confiança de Pequenos e Médios Negócios registra queda

Indicador encontra estabilidade e mostra cautela do empresário na perspectiva para o primeiro trimestre de 2012

Estadão PME,

14 de dezembro de 2011 | 13h26

O Índice de Confiança de Pequenos e Médios Negócios (IC-PMN) apresentou ligeira queda em relação ao último levantamento, em setembro. O indicador, realizado em parceria entre Insper e Santander para medir os resultados para o primeiro trimestre de 2012, registrou 73,3 pontos, em uma escala de 0 e 100,  ante 73,7 pontos, apurados no último levantamento, em setembro.  

Quando analisadas as expectativas de acordo com as diferentes questões que compõem o índice, é possível identificar que os empresários permanecem otimistas em relação aos negócios. Houve um aumento nas perspectivas de lucro das empresas, de 76,2 para 76,4 pontos, e na disposição dos empresários de pequenos e médios negócios em investir, de 70,5 para 70,9 pontos. Também é positiva a leitura sobre as perspectivas de contratação, que historicamente têm registrado queda e, no levantamento para o primeiro trimestre, ficou praticamente estável aos 68,2 pontos (68,3 em setembro). Apenas as previsões de faturamento tiveram retração de 78,4 para 76,8 pontos.

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“É natural o desaquecimento das vendas no início do ano, provocando esta redução na previsão de faturamento dos empresários de pequeno e médio negócios no período”, avalia o professor do Insper José Luiz Rossi Junior.

Entre os diferentes ramos de atividade, identifica-se retração no otimismo do setor serviços (74,9 para 73,5 pontos), enquanto indústria e comércio permaneceram praticamente estáveis. Na avaliação por estado, a principal queda foi observada no Centro-Oeste, onde o IC-PMN passou de 77,3 para 72,6 pontos. Também caiu a confiança dos empresários das regiões Sul e Nordeste, sendo registradas altas apenas as regiões Sudeste e Norte, esta última, a mais otimista, com 76,4 pontos.

O estudo para o IC-PMN envolve 1,2 mil empresas das cinco regiões do país. Foram ouvidos empresários de três ramos de atividade (comércio, serviços e indústria) e que faturam até R$ 30 milhões/ano.

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