Hélvio Romero/Estadão
Hélvio Romero/Estadão

Índice de confiança da pequena empresa em março é o mais alto do ano

Setores de comércio, serviços e indústria de transformação registram aumento de confiança em sondagem de pequenos negócios do Sebrae em parceria com a FGV

Redação, O Estado de S.Paulo

19 de abril de 2022 | 19h07

A confiança por parte das pequenas empresas voltou a crescer em março, pelo segundo mês consecutivo, superando o mesmo período dos anos de 2020 e 2021 (90,3 e 80,5, respectivamente) e se tornando a mais alta desde o início de 2022. Com o incremento de 1,6 ponto, o Índice de Confiança de Micro e Pequenas Empresas (IC-MPE) atingiu 91,6 pontos no mês passado, puxado por comércio, serviços e indústria de transformação. 

A Sondagem Econômica da MPE, realizada mensalmente pelo Sebrae em parceria com a Fundação Getúlio Vargas (FGV), leva em consideração a percepção dos empresários sobre a situação atual dos negócios e a expectativa para o futuro. Se comparado a janeiro, quando o IC-MPE somou 89,6 pontos, o índice de março indica uma melhora de quase dois pontos.  

A indústria apresentou o maior índice de confiança, 95,4 pontos, influenciada, principalmente, pelos setores de alimentos, vestuário, metalurgia e produtos de metal. Os empreendedores estão mais otimistas em relação às expectativas relacionadas à produção e à tendência dos negócios para os meses seguintes. 

Ainda segundo a sondagem, o comércio, após seis meses de quedas consecutivas, teve alta de 1,7 ponto, atingindo 87,1, o maior patamar desde novembro de 2021. A percepção sobre o volume de demanda e o bom desempenho dos bens de consumo influenciaram o resultado.

Já as empresas do setor de serviços contabilizaram um avanço de 1,5 ponto no IC-MPE de março e atingiram 90,9 pontos, após quatro balanços negativos, em função da evolução positiva da situação dos negócios e do volume de demanda atual. O destaque vai para os serviços prestados às famílias e de informação e comunicação. 

De acordo com o presidente do Sebrae, Carlos Melles, as empresas sinalizam uma possível recuperação da queda causada, no início do ano, pelo surto de influenza e com a variante Ômicron. Contudo, ainda existem dificuldades relacionadas à obtenção de matéria-prima, custo dos insumos, pouco capital de giro, alta de juros e menores margens.

“Acreditamos que, no curto prazo, a Política Nacional de Apoio e Desenvolvimento de Micro e Pequenas Empresas (PNADEMPE) pode ajudar a melhorar a situação”, disse Melles, em nota. 

Emprego em alta em comércio e serviços

A parcela das empresas que acredita que o número de pessoas empregadas vai aumentar em março no comércio subiu 1,3 ponto, mantendo o ritmo de progressão pelo segundo mês consecutivo. O cenário se repete entre empreendedores do setor de serviços, com alta de 0,7 ponto.

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