Robson Fernandes/AE
Robson Fernandes/AE

Inadimplência no varejo teve queda de 0,27% em junho

Conforme SPC Brasil, resultado indica que parte das famílias tem conseguido pagar suas contas em dia

Wladimir D'Andrade e Beatriz Bulla, Agência Estado,

06 de julho de 2012 | 16h34

 A inadimplência do consumidor do varejo registrou queda de 0,27% em junho na comparação com o mesmo mês de 2011, segundo dados do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) divulgados nesta sexta-feira, 6, pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL). De acordo com as entidade, esta é segunda vez no ano em que houve queda do indicador, nessa base de comparação — em março, havia sido observado recuo de 11,95% em relação a março de 2011.

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Também houve diminuição da inadimplência de maio para junho, de 9,44%. Como resultado, o calote ficou praticamente estável na primeira metade do ano, já que foi verificada variação de somente de 0,09%.

Conforme avaliação do SPC Brasil, a baixa na inadimplência indica que parte das famílias tem conseguido pagar suas contas em dia. A entidade ressaltou, porém, que no mês passado, houve queda de 1,1% na exclusão dos registros ao SPC em relação a junho de 2011. O resultado do ano até o mês passado ainda é positivo, com a recuperação do crédito em alta de 1,55%.

Os resultados de junho mostram uma inversão em relação ao crescimento da inadimplência e das exclusões, que vinha sendo observado nos últimos meses.

Vendas

Já as vendas no varejo registraram queda de 2,8% em junho na comparação com o mesmo mês do ano passado. Esta é a primeira baixa do indicador após 14 meses de elevação seguida na mesma base de comparação. O recuo das vendas no mês passado foi antecipado pela Agência Estado. As informações levam em conta o volume de consultas feitas pelos comerciantes ao Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) nas vendas feitas a prazo ou com cheque. De acordo com a entidade, a última queda na comparação anual foi registrada em março do ano passado, quando as vendas recuaram 5,17% na comparação com março de 2010.

De maio para junho foi constatada uma queda de 5,26% nas consultas, o que reforça, segundo a CNDL, que ocorreu uma inversão da tendência de alta do consumo. No acumulado do primeiro semestre do ano, o indicador registra uma alta de 3,7%.

São Paulo

Na cidade de São Paulo, o total de endividados  voltou a cair em junho após duas altas consecutivas. A Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (PEIC), da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP), mostra que 48,7% das famílias paulistanas estavam endividadas em junho (1,75 milhão), ante porcentual de 53,2% verificado em maio. O grupo, no entanto, ainda é maior do que o verificado um ano antes, quando 46,9% das famílias da capital paulista se encontravam endividadas.

A pesquisa divulgada hoje mostra também que caiu de 21,5% em maio para 19,8% em junho o número de famílias com contas em atraso. No mesmo período, também recuou de 5,4% para 4,8% a parcela que afirma não ter condições de pagar total ou parcialmente suas dívidas. De acordo com a FecomercioSP, o consumidor está conseguindo ajustar seu orçamento após ter pago parte das prestações assumidas em promoções do início do ano.

A principal dívida é o cartão de crédito: 79,7% dos paulistanos têm dívidas em razão das compras pagas dessa maneira, proporção que é recorde na série histórica iniciada em fevereiro de 2010. As dívidas com carnês passaram de 17,6% em maio para 15% em junho e as com crédito pessoal apresentaram retração de 19,3% para 12,5% neste período.

Ainda segundo a FecomercioSP, 19,8% dos paulistanos disseram ter contraído dívidas por mais de um ano, 38,1% se endividaram por um período de três a seis meses e 22,8% se endividaram por menos de três meses. A maioria da população (55,1%) comprometeu entre 11% e 50% da sua renda mensal, enquanto 27,6% comprometeram menos de 10% e 14,8% comprometeram mais de 50% da renda familiar.

Do total de consumidores inadimplentes, a maior parte (42,7%) respondeu que as dívidas estão em atraso entre 30 e 90 dias, 38,6% tem atrasos superiores a 90 dias, e 16,4% tem contas atrasadas por até 30 dias.

 

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