André Lessa/AE
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Inadimplência do consumidor perde força em novembro

Na comparação com mesmo mês de 2010, houve elevação de 17,4% na falta de pagamentos; ante outubro, número de cheques devolvidos cresceu 10,4%

Agência Estado,

12 de dezembro de 2011 | 12h27

 O ritmo de crescimento da inadimplência dos consumidores diminuiu em novembro. Indicador da Serasa Experian mostra que, em relação ao mesmo mês de 2010, houve elevação de 17,4%, o menor porcentual desde maio nessa base de comparação. Quando se analisa a taxa acumulada no ano, o indicador também indica queda: de janeiro a novembro foi registrado crescimento de 22,4% sobre o mesmo período de 2010, o menor nível desde julho nesse tipo de comparação.

Na comparação mensal, no entanto, foi registrada leve elevação de 1,9% na inadimplência do consumidor de outubro para novembro. Os cheques devolvidos por falta de fundos tiveram crescimento de 10,4%, sendo responsáveis por 1,1 ponto porcentual da variação de 1,9% do indicador. A segunda maior influência foi a da inadimplência de dívidas não bancárias (lojas em geral, cartões de crédito, financeiras, prestadoras de serviços como fornecimento de energia elétrica, água e telefonia), que subiu 0,9% e contribuiu com 0,4 ponto para o indicador mensal.

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Para os economistas da Serasa Experian, as desacelerações na comparação anual confirmam a trajetória descendente da inadimplência do consumidor neste período de fim de ano. A razão citada por eles é que o consumidor passou a dar prioridade ao pagamento e à renegociação de dívidas porque sentiu os efeitos do maior endividamento, da corrosão dos salários pela inflação e do menor ritmo da atividade econômica.

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