Adriano Faleiros/Estadão
Adriano Faleiros/Estadão

Importado derruba produção e metade das pequenas indústrias paulistas demite funcionários

De acordo com estudo, 48% das pequenas empresas do setor demitiram trabalhadores nos últimos doze meses

Renato Jakitas, Estadão PME,

13 de dezembro de 2012 | 14h50

Pesquisa divulgada pelo Sindicato da Micro e Pequena Indústria do Estado de São Paulo (Simpi-SP) aponta para queda na produção e no emprego do setor entre janeiro e outubro de 2012. A concorrência com produtos importados, notadamente aqueles provenientes do mercado asiático, é apontada como a principal explicação para o desempenho negativo no período.

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De acordo com o estudo, 72% dos empreendedores classificaram a concorrência com importados como “desleal”; 46% dos entrevistaram afirmaram ainda que perderam mercado por conta dessa concorrência.

Especificamente sobre o assunto, puxam a fila das queixas questões como carga tributária alta aplicada aos produtos nacionais em comparação à taxação com importados, o custo elevado da mão de obra nacional, além dos preços baixos e da qualidade ruim do que vem de fora.

“Não vamos estender uma bandeira falando que os produtos importados de alguns mercados asiáticos são ruins. Estamos falando de macropolítica, de proteger a indústria brasileira desses produtos”, afirma Joseph Couri, presidente do Simpi. “É um problema que passa até pelo câmbio. Quando começa a ter uma discussão de que não podemos ter uma valorização do dólar sob o risco da inflação crescer no Brasil”, diz.

Emprego. No que tange ao nível do emprego, a pesquisa demonstrou que nos últimos 12 meses 48% das empresas entrevistadas demitiram. Dessas, 71% dispensaram de um a cinco empregados, 20% de seis a dez empregados e 9% encerraram vínculos empregatícios com mais de dez colaboradores, o que significa uma média de 6,24 cortes por empresa, totalizando 1.205 demissões.

No balanço entre contratações e demissões, a balança pesa novamente para os cortes de postos de trabalho, com saldo negativo de 5,8% no período.

Chão de fábrica. Os dados também são pouco otimistas quanto à produtividade do setor. Quarenta e quatro por cento das empresas que participaram do levantamento do Simpi reportaram queda nos primeiros dez meses do ano, em relação ao mesmo período de 2011. Quase 70% dos ouvidos afirmaram que a produção caiu entre 11% e 40%.

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