Marco Dutra/Estadão
Marco Dutra/Estadão

Ideias inovadoras para o setor de educação no País ganham espaço mesmo fora da internet

Conheça as histórias da Tawboard, da FasTracKids e da rede Supera

Renato Jakitas, Estadão PME,

29 de maio de 2013 | 06h34

Franquia de ginástica para o cérebro, curso de astronomia para crianças a partir dos seis meses de idade e até lousa digital com 15 metros quadrados. O mercado de educação também oferece espaço para iniciativas que se desenvolvam fora da internet. Mas seja qual for a proposta, é bom que se diga, o momento parece mesmo ser das ideias embaladas pela inovação e muito bem recheadas com o que há de mais atual do ponto de vista tecnológico.

::: Siga o Estadão PME nas redes sociais :::

:: Twitter ::

:: Facebook ::

:: Google + ::

Um exemplo do que desponta como negócio promissor no ramo, hoje em dia, é o trabalho do matemático Marcelo Amaral Rezende. Ele foi por 35 anos professor universitário e há cinco tornou-se empreendedor em tempo integral.

Desde o final de 2007, Rezende, que trocou a cidade de São Paulo por Florianópolis (SC), se debruça no desenvolvimento de uma lousa digital que, de uma vez por todas, consiga reproduzir as dimensões da versão tradicional, que ainda faz sucesso justamente por ocupar a parede inteira da sala de aula.

“Acontece que as lousas digitais pelo mundo, até a minha criação, tinham no máximo 80 polegadas, ou 1,60 metro de largura por 1,20 metro de altura, o que é mais ou menos o tamanho de um flip-chart. Mas a minha, a Tawboard, pode ter até 20 metros quadrados”, conta o matemático, que vendeu sua parte em um imóvel na capital paulista para garantir recursos para o desenvolvimento do projeto.

“A novidade está na funcionalidade da caneta ótica e no software, que permite criar dentro da lousa uma cópia do computador. Com isso, você interage totalmente na lousa”, explica o inventor, que define seu produto como se fosse um iPad gigante, mas ligado ao computador.

Segundo Rezende, agora pronta, sua invenção pode abocanhar uma parte do mercado de lousas, estimado em R$ 4 bilhões pelo mundo, segundo dados de pesquisa feita pelo instituto Wainhouse Research, que prepara relatórios sobre o setor. “Eu e meus dois sócios acreditamos nos conceitos de startup enxuta, por isso, queremos nos preparar para um salto maior. Queremos, até o final do ano, vender de 10 mil a 20 mil lousas, com um tamanho de 15 metros quadrados de área, com o preço de R$ 4 mil por produto. No ano que vem, vamos para o mercado dos Estados Unidos e da Europa”, projeta.

Atividade cerebral. Na cidade de Recife (PE), e em São José dos Campos (SP), a aposta de dois empresários não é na comercialização de um novo equipamento eletrônico. Eles procuram, na verdade, explorar uma nova tendência associada ao desenvolvimento da capacidade cognitiva das pessoas.

“Ensinamos astronomia, economia, metas e lições de vida para crianças a partir dos seis meses de idade”, afirma Ana Paula Harley, que adquiriu a licença para vender no Brasil a franquia FasTracKids. Trata-se de um sistema educacional voltado para a primeira infância. Dividido em módulos que vão de dez semanas, para as crianças de seis meses a dois anos, e de 24 meses, para quem tem a partir de dois anos de idade, o método foi desenvolvido nos Estados Unidos respaldado por pesquisas de neurociência que, segundo afirma Ana Paula, pode ampliar em até 25% o desenvolvimento da pessoa quando devidamente estimulada.

Em São José dos Campos, o engenheiro aeronáutico Antônio Carlos Perpétuo administra a rede Supera, que ele define como uma academia de ginástica para o cérebro. O método foi criado quando o empresário identificou no filho um problema de dificuldade de atenção.

Para formatar o negócio, ele associou jogos de raciocínio lógico a ferramentas como o ábaco (antigo instrumento de cálculo asiático), que segundo ele ampliam a capacidade de concentração, velocidade de raciocínio e o relacionamento interpessoal de crianças e adultos. “Nosso negócio não tem idade, mas somos mais procurados por jovens de 4 a 14 anos e pessoas a partir dos 55 anos”, afirma Perpétuo, que tem 93 unidades pelo Brasil e, em 2013, prevê faturar R$ 12 milhões.

:: Leia também ::

A hora é de empreender com educação no Brasil

Você está preparado para concorrer com os apps educativos do Google?

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.