Nilton Fukuda/Estadão
Nilton Fukuda/Estadão

Há espaço para empresas que não são inovadoras, diz especialista no assunto

Existe um certo fetiche por inovação, mas nem todos buscam isso, diz professor

Rodrigo Rezende, Estadão PME,

27 de setembro de 2013 | 07h28

A inovação é sem dúvida o melhor caminho para ganhar espaço. “Boa parte das empresas que não inovarem vai ficar para trás, mas nem sempre inovar é necessário”, diz o professor de empreendedorismo do Insper, Marcelo Nakagawa. “Existe um certo fetiche por inovação, mas nem todos buscam isso”, completa. “Ainda acho que tem espaço para empresas que não são inovadoras. Você ainda consegue não ser inovador e ser competitivo”, define.

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O professor ressalta que atualmente as pessoas partem do princípio de que todo mundo tem der ser diferente para vencer no mundo dos negócios. Mas ele avisa que primeiro deve-se identificar o que essa palavra significa e como ela será efetivamente aplicada no negócio.“Enquanto você não definir, não vai conseguir obter resultados”, diz. Para o especialista, essa discussão passa sempre por contextos distintos.

“A ‘conversa de boteco’, que é a discussão de qualquer novidade, e a inovação dentro da empresa. Tem a que surge na captação de recursos, e fica presa ao que as instituições que oferecem linhas de apoio consideram que seja inovação, e a inovação do ponto de vista legal, como lei do bem, que permite a qualquer empresa tributada em lucro real deduzir da base de cálculo do Imposto de Renda o que investe”, explica.

Pergunte. Para o presidente da Proxis, Jimmy Cygler, inovar é antes de mais nada questionar. “O empreendedor deve fazer uma pergunta: ‘o que todo mundo faz há muito tempo que dá para fazer de outra forma?’” Ele lembra o caso de um estudante de faculdade que fez uma pergunta simples e com ela construiu uma potência na fabricação de microcomputadores. “Ele percebeu que, há 20 anos, esse era um setor lento, e que levava 14 semanas para montar e entregar o computador. Então, ele se perguntou se não seria melhor vender primeiro para depois produzir e, com isso, reduziu o tempo (de produção) para sete dias. O nome dele era Michael Dell.”

Armazenamento em nuvem pode facilitar a vida do pequeno negócio

Usar a computação em nuvem para aumentar a eficiência. Para Eduardo Pugnali, gerente de mercado do Sebrae-SP, e Jimmy Cygler, presidente da Proxis, a estratégia está ao alcance de pequenos empresários e deve ser adotada desde o início do negócio. “É como ter água encanada e energia elétrica em casa. Você abre a torneira ou aperta o botão para acender a luz e pronto”, compara Pugnali.

Para o especialista do Sebrae, a disseminação da computação em nuvem no Brasil pode ajudar a impulsionar os empreendimentos. “Esse modelo pode ser adotado desde o início. Hoje o custo é baixo”, afirmou. Mesmo assim, Pugnali revela que o dono do negócio ainda precisa de apoio. Não apenas para entender os benefícios dessa tecnologia, mas também para descobrir de que forma ela pode ser usada.

Jimmy Cygler, da Proxis, afirmou durante o Encontro que o armazenamento em nuvem democratizou o acesso à tecnologia. “A pequena empresa consegue agilidade que antes não tinha. O empresário pode tocar o negócio de casa ou do smartphone, com dezenas de ferramentas diferentes.”

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