Mônica Bento/AE
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Governo anuncia na próxima semana medidas para induzir o crescimento

Anúncio conjunto dos ministérios do Desenvolvimento, Fazenda e Ciência e Tecnologia será um 'complemento' à redução da taxa básica de juros

Marcelo Portela, da Agência Estado,

09 de março de 2012 | 20h25

 O ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Fernando Pimentel, afirmou que o governo vai anunciar novas medidas de "indução do crescimento" na próxima semana. Pimentel não revelou quais ações serão adotadas, mas adiantou que será um anúncio conjunto de sua pasta com os ministérios da Fazenda e de Ciência e Tecnologia como um "complemento" à redução da taxa básica de juros, definida em 9,75% pelo Comitê de Política Monetária do Banco Central (Copom) na última quarta-feira.

Ele participou de encontro com empresários em Belo Horizonte junto com o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão. Em entrevista concedida no evento, Pimentel disse que não poderia adiantar quais mudanças serão adotadas pelo governo porque "obviamente" elas "têm que ser submetidas à aprovação da presidente da República, o que nós vamos fazer no início da semana". Mas confirmou que "provavelmente ao longo da semana nós vamos ter mais medidas de indução do crescimento".

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Segundo o ministro, essas medidas vão sair do mesmo "arsenal" usado pelo titular da Fazenda, Guido Mantega. "Como diz o ministro Guido, nosso arsenal é grande. Mas é sempre na linha de desonerar, reduzir tributos, oferecer linhas de financiamento e de crédito a taxas subsidiadas como forma de fazer a indústria crescer", declarou. No início da semana, Mantega usou a expressão para se referir a medidas para conter a desvalorização do dólar.

Mesmo sem revelar quais ações serão anunciadas, Pimentel afirmou que o objetivo das medidas é aumentar "em torno de 4% a 5%" a taxa de investimento da economia doméstica em relação a 2011, quando foi registrado investimento de 19,3% do Produto Interno Bruto (PIB), segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), contra 19,5% em 2010. "Nós queremos chegar perto de 20% de formação bruta de capital fixo. Mas eu diria que essa é uma meta ambiciosa", avaliou Pimentel.

Linha branca

Apesar de não querer adiantar possíveis ações do governo para fomentar a economia, Pimentel acabou por revelar que há estudo para estender a redução tributária concedida ano passado a alguns produtos da chamada linha branca, como fogões e lavadoras de roupas. Presente ao almoço, o presidente da Suggar, Lúcio Costa, perguntou ao ministro se os benefícios seriam prorrogados. "Estamos nesse momento discutindo com o Ministério da Fazenda não só a prorrogação como a possibilidade de expandir as reduções para outros produtos da linha branca. A gente está com estudo para ampliar, mas não está decidido. A Fazenda está fazendo os cálculos", respondeu Pimentel.

O ministro deu mais indicativos de que as medidas a serem anunciadas podem seguir na mesma linha ao citar as orientações da presidente Dilma Rousseff à equipe. "A presidente tem sido muito enfática nas intervenções dela no sentido de que a gente crie condições para alavancar a demanda. Além da queda dos juros. Estamos trabalhando nisso. A minha posição pessoal é de reduzir tributos, mas sou só um na equipe", concluiu.

A informação, no entanto, foi negada pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega, por meio de sua assessoria de imprensa. O benefício tributário acaba no final de março. 

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