Divulgação|Arueira Ambiental
Divulgação|Arueira Ambiental

Gestão de resíduos vira negócio que chega a faturar R$ 1,2 milhão

Empresa é especializada em soluções para gerir lixo produzido por estabelecimentos comerciais

Redação, O Estado de S.Paulo

08 de agosto de 2017 | 11h05

As áreas com mais oportunidades para quem quer empreender no Brasil são voltadas a empresas que geram impacto social e/ou ambiental. A carência em infraestrutura, educação, tecnologia, saúde, impulsionam ainda mais a demanda por soluções práticas e acessíveis para questões estruturais do País. E este cenário pode ser muito promissor para empresas de todos os portes. 

Atraído pela possibilidade de atuar em um setor que impactasse positivamente o meio ambiente, o economista André Mantovani fundou há dois anos, junto com o sócio Rui Signori, a Arueira Ambiental, uma empresa especializada em soluções para a gestão de resíduos. Hoje, o negócio tem projeção de faturamento de R$ 1,2 milhão e tem clientes como shopping Eldorado, edifícios empresariais, como o Infinity Tower - onde fica a sede do Facebook e da Apple em São Paulo, shopping em Manaus, entre outros.

“Em São Paulo, por exemplo, a legislação prevê que o recolhimento de lixo residencial é feito pela prefeitura, gratuitamente. Os prédios comerciais, hospitais, precisam cuidar disso. Eles pagam por esse serviço”, explica Mantovani. 

Os custos de recolhimento de lixo não são baixos. Além, claro, do material descartado não contribuir em nada para o meio ambiente. E é justamente nessa gestão de o que fazer com o lixo que a Arueira atua. “A gente faz a gestão dos resíduos sólidos e contempla todo o ciclo de reciclagem com serviços  de compostagem, logística reversa, treinamento para os condôminos dos edifícios. Só de fazer isso muitos clientes conseguem até zerar o custo que tinham com o recolhimento do seu lixo”, diz. Como resultado, a empresa ainda desenvolve hortas urbanas e telhados verdes. 

“Quando implementamos uma horta não quer dizer que todo mundo que trabalha na empresa vai colher alguma coisa de lá. Na maioria das vezes, é criado um ambiente para interação dos funcionários. Pode até gerar isso. Mas o principal é, nesse caso, usar o lixo orgânico para fazer compostagem. Só de separar o lixo e reaproveitar parte dele, quem nos contrata já diminui os custos de recolhimento. E se o cliente ainda quiser, pode vender o lixo seco para reciclagem”, explica.

O negócio, além de gerar impacto no meio ambiente, ainda pratica uma forma de atuar alinhada com os novos tempos. Em dois anos, a Arueira não tem uma sede. “A gente trabalha de casa. Nós vamos até o cliente. É um jeito de trabalhar que funciona muito”, finaliza Mantovani.

 

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