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Gaúcha aposta em franquia de tabacaria para faturar até R$ 7,8 milhões

Com 4 quiosques e 2 lojas próprias, Candice Cigar Co estima faturamento mensal a partir de R$ 60 mil por unidade

Renato Jakitas, Estadão PME,

13 de agosto de 2012 | 07h32

Ganhar dinheiro com a venda de tabaco em tempos de Lei Antifumo, que proíbe o consumo em locais fechados em todo o País, e de impostos fixados para frear o consumo – a alíquota do IPI chega a 41% sobre o preço do cigarro – parece uma tarefa inglória no Brasil. Não é o que pensa, entretanto, a empresária Candice Marroco. Ela acaba de inaugurar uma franquia de tabacaria e, na esteira dos resultados iniciais do negócio, faz plano de faturar R$ 7,8 milhões até o final do ano.

“As pessoas misturam cigarro com cachimbo e charuto. São coisas que não têm a ver uma com a outra. Minha empresa é de charuto, um produto que se degusta, não que se fuma. E que tem muito mercado hoje em dia”, garante Candice, que há 20 anos é dona da Candice Cigar Co, rede de tabacarias que desde junho procura parceiros para seu novo formato de franquia.

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“A gente estima um faturamento que pode ir de R$ 60 mil a R$ 160 mil mensais por quiosque, dependente do ponto. Nossas unidades próprias tem faturamento médio de R$ 68 mil”, conta a empresária, que dispõe de 6 unidades no Rio de Janeiro – 4 quiosques e duas lojas –, e em 2011 contabilizou um resultado bruto de R$ 6 milhões. “Nossa expectativa é de crescer 30% até o final do ano com a adesão de pelo menos seis franquias”, conta.

Cada quiosque da Candice Cigar Co requer investimento total de R$ 110 mil, que não leva em conta o aluguel do ponto. Além dos charutos, que representam 40% do mix de produtos, a tabacaria busca diversificar o portfólio com acessórios (isqueiros, cinzeiros e charuteiras) e presentes, como canetas, fichas de pôquer e canivetes.

“No passado, quando o filho fazia 15 anos, o pai costuma dar de presente uma caneta Mont Blanc ou um canivete suíço, produtos que eram encontrados na tabacaria. Com a Lei Antifumo, os empresários do setor se assustaram e correram para colocar um monte de produtos chineses na loja, desvirtuando o canal. A gente faz sucesso justamente por se manter fiel ao modelo do negócio”, destaca a Candice, que estima o desembolso médio do cliente em R$ 30 no ponto de venda.

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