Garotas de 16 anos usam bactéria para acelerar produção de cereais com o objetivo de combater à fome

Confira quem são os ganhadores de competição internacional

Estadão PME,

23 de setembro de 2014 | 15h01

 

O projeto do uso de bactérias naturais no combate à fome e um dispositivo de conversão da respiração em fala para pessoas com deficiência foram dois dos vencedores da Google Science Fair, uma competição internacional online que reúne estudantes de 13 a 18 anos.

::: Siga o Estadão PME nas redes sociais :::

:: Twitter ::

:: Facebook ::

:: Google + ::

As irlandesas Ciara Judge, Émer Hickey e Sophie Healy-Thow venceram o prêmio principal e a disputa na faixa etária de 15 e 16 anos com o trabalho de uso de bactérias naturais no combate à fome. De acordo com a descrição do projeto, o trio investigou o uso de bactérias como suporte de germinação e crescimento para culturas de cereais.

Durante o estudo, elas constataram que o uso de determinadas bactérias aceleraram a germinação em até 50% e aumentaram a produção da cevada em 74%. Assim, as estudantes afirmam que esse trabalho poderia ajudar a combater a crescente escassez de alimentos em escala global e a reduzir o impacto ambiental da agricultura, por meio da diminuição do uso de fertilizantes.

O prêmio principal incluiu uma viagem de dez dias às Ilhas Galápagos com a National Geographic Expeditions, uma experiência na base de lançamento espacial da Virgin Galactic e uma bolsa de estudos de US$ 50 mil.

Outro trabalho premiado foi o do indiano Arsh Dilbagi. Ele criou um dispositivo que permite que pessoas com deficiências de desenvolvimento, como esclerose lateral amiotrófica, e até mesmo pessoas mudas se comuniquem na forma normal da fala. O projeto de Dilbagi foi escolhido o melhor pelo púbico e venceu o prêmio "Voter´s Choice Award".

Segundo a descrição do projeto, a tecnologia criada usa variações na respiração e ajuda a ditar cartas, que são combinadas e sintetizadas como frases ou comandos/expressões específicos falados, dependendo do modo selecionado. A previsão é que o "Talk" pode custar menos de US$ 100 e ainda pode aumentar a velocidade da fala em pelo menos 300%.

A competição ainda premiou, por exemplo, um garoto norte-americano que criou robôs voadores inspirados em drosófilas e ainda outro projeto dos Estados Unidos sobre sensores que podem ser usados como acessórios direcionados para a terceira idade. Todos os projetos podem ser conferidos no site da competição em https://www.googlesciencefair.com/pt-BR/

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.