Lucas Lacaz Ruiz/Pagos
Lucas Lacaz Ruiz/Pagos

Futuro do segmento será promissor

Após 50 anos de inércia, área ressurge atrativa por meio de um plano federal de investimentos em empresas locais

Renato Jakitas, Estadão PME,

26 de fevereiro de 2014 | 06h26

Apesar da realidade difícil, as empresas que atuam no segmento de defesa no Brasil, pequenas ou grandes, tem pela frente um futuro promissor. A motivação para esse otimismo chama-se Plano de Defesa Nacional, programa estratégico aprovado em 2005 durante a gestão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

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O programa definido pelo governo federal prevê investimentos na ordem de R$ 124 bilhões, dinheiro a ser contratado aos poucos, com prazo final estipulado até o ano de 2047.

“O setor, por ter produzido muito pouco nos últimos 50 anos, para não dizer um século, efetivamente sofre de uma certa desorganização de competência. Mas agora o mercado é crescente. O Brasil fez quatro movimentos recentemente e esses movimentos já estão na casa dos R$ 40 bilhões. Então, efetivamente, estamos falando de outra dimensão, com ótimas perspectivas”, afirma Jairo Cândido, diretor do Departamento da Indústria de Defesa da Fiesp (Comdefesa) e presidente do Grupo Inbra.

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“Existe uma escala, eu digo que a escala é crescente, que eu acho que é um setor que cada vez mais se organiza. Não tínhamos nada na área de energia nuclear, agora estamos montando o Labgen (Laboratório de Geração Nucleoelétrica). Imagine quantas centenas de empresas que estão trabalhando para esse segmento”, diz.

Para Sami Youssef Hassuani, presidente da Associação Brasileira das Indústrias de Materiais de Defesa e Segurança (Abimde), chama atenção nessa programação do governo, além das cifras, a recomendação de se incentivar a cadeia nacional. “É mais ou menos com o que acontece com os caças Gripen, da Saab, recentemente adquiridos. A proposta é sempre a transferência de tecnologia, o investimento para que a indústria nacional possa se organizar”, afirma.

“É um início, mas há ainda no que se avançar para que as pequenas e médias empresas cresçam”, diz Hassuani. “As escalas encomendadas ainda não são ideais para o desenvolvimento de uma cadeia.”

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