Rafael Arbex | ESTADAO CONTEUDO
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Fundo pretende captar R$ 150 milhões para investir no próximo ano

A mudança é significativa para um negócio que começou em 2008 com o BNDESPAR

Renato Jakitas, O Estado de S.Paulo

27 de julho de 2016 | 05h00

A gestora de capital de riscos SP Venture está preparando um novo fundo para investimento em startups, sobretudo para aquelas que atuam do segmento agro. A empresa pretende levantar entre R$ 100 milhões e R$ 150 milhões junto a grupos familiares, investidores individuais e instituições de fomento ao setor. O projeto está em fase inicial e a meta é desenhar o prospecto até o ano que vem, para iniciar a captação de recursos no segundo semestre.

Animados pelos últimos negócios do tipo, os gestores pretendem, dessa vez, reservar 50% dos recursos para o agronegócio, o que definiria a SP Ventures como uma venture capital definitivamente voltada para ‘agrotechs’ do interior paulista. “A gente está se voltando mesmo para esse setor de startup agro localizadas dentro do Estado de São Paulo. A região representa atualmente um cluster importante para o setor”, afirma Francisco Jardim.

Trata-se de uma mudança significativa para um negócio que começou em 2008 após ganhar uma concorrência para aplicar R$ 23 milhões do BNDES Participações, conhecido como BNDESPAR. “A gente nasceu como um fundo totalmente agnóstico, sem nenhuma preferência setorial”, conta Jardim. “Eu pensei que fosse investir em empresas de jovens com soluções para internet. Mas quando vi estava falando com pessoas de 45 a 70 anos e com soluções de hardware para o campo”, destaca o gestor do fundo.

Neste momento, a SP Ventures procura pelo menos mais um startup para dar como encerrada a fase de investimento de um fundo de R$ 105 milhões, que envolve participações do Sebrae, da Fapesp, do Desenvolve-SP (espécie de BNDES paulista) e de investidores privados. Desse montante, a SP Ventures já investiu em 12 startups diferentes, sendo cinco delas voltadas diretamente para o mercado agro – outras três empresas, por exemplo, são negócios de tecnologia orientados para o sistema financeiro.

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