Epitácio Pessoa/Estadão
Epitácio Pessoa/Estadão

Fundadores da TNG e da Arezzo dão dicas para quem pretende chegar lá no mercado da moda

Empreendedores brasileiros de destaque no segmento vivem atualmente momentos opostos na carreira

Estadão PME,

02 de junho de 2014 | 06h45

Tito Bessa Jr. e Anderson Birman, fundadores da TNG e da Arezzo, respectivamente, vivem momentos distintos. Enquanto Birman vai acostumando-se com a rotina de presidente do conselho da companhia que criou – em 2013 ele entregou o comando da Arezzo para o filho Alexandre –, Bessa estrutura uma estratégia para turbinar o crescimento da marca paulista, que hoje conta com pouco menos de 180 lojas, mas segundo o empresário, tem espaço para alcançar ao menos 450 unidades pelo País.

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Contudo, suprimindo as conjunturas de momento, os dois compartilham de histórias bastante similares, basicamente por administrarem marcas já amadurecidas pelo tempo e com histórico de atuação acostumado ao sucesso.

Com 42 anos de vida, foi nos anos 1990 que a Arezzo fez sua primeira grande virada. A marca deixou de ser uma fabricante de sapatos para se transformar na maior rede varejista de calçados femininos da América Latina. Em 2007, Birman vendeu 25% do seu capital a um fundo de investimentos e, quatro anos depois, a empresa estreou na Bolsa de Valores, onde segue atualmente como um dos papéis mais bem avaliados do mercado em seu segmento.

Em março de 2013, Anderson Birman passou o comando para o filho Alexandre, de 37 anos, e começou a se concentrar apenas na presidência do conselho da companhia. "Eu considero que um bom ingrediente no sucesso de nossa empresa talvez tenha sido as mudanças constantes e realizadas no momento certo", diz ele.

Já Tito Bessa vive às turras com desafios de outra ordem. Sua marca, a TNG, ainda define as bases para uma expansão que pretende mais que duplicar seu número de unidades pelo Brasil. Com 178 lojas e produtos em 800 pontos de venda, Bessa vê oportunidades para 450 unidades e presença em até 1,5 mil pontos de venda multimarcas. Para tanto, a estruturação de um projeto de franquias faz parte dos planos do empresário, que em 2015 deve começar a se movimentar nesse sentido.

"Tenho inaugurado de oito a dez lojas por ano. Com o trabalho de consultoria, estamos repensando se vamos continuar dessa forma ou se vamos aumentar essa agressividade", diz o empresário, que hoje tem todas as lojas próprias. "Enxergo as franquias como uma força muito grande", conta ele, que costuma brincar que começou a TNG a partir de uma briga.

Na ocasião, Tito Bessa Jr. tinha acabado de montar uma assistência técnica dentro do antigo Shopping Matarazzo, onde hoje funciona o Shopping Bourbon, quando a administradora iniciou a expansão do espaço e ergueu uma parede na frente da loja.

"Todo mundo que saía do estacionamento não me via mais. Fui me informar sobre a parede e começou a briga: muda, não muda. Como tinha sobrado uma loja para vender na expansão, a condição era eu comprá-la e me mudariam de lugar", lembra o empresário, que primeiro começou vendendo bolsas, depois moda masculina e, por fim, peças femininas. "Sempre sonho alto", diz.

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