Setor faz previsão conservadora para 2016
Setor faz previsão conservadora para 2016

Franquias sentem o impacto da crise e registram pior desempenho desde 2003

Segmento apresentou queda real, já descontada a inflação, de 2,18%, segundo dados da ABF

RENATO JAKITAS, ESTADÃO PME,

29 de janeiro de 2016 | 11h34

Como esperado, o setor de franquias sentiu o impacto do desaquecimento da economia em 2015. No ano passado, o segmento apresentou queda real - descontada a inflação - de 2,18%. Trata-se do pior resultado já capturado pela série histórica, que começou a ser computada pela Associação Brasileira de Franchising (ABF) em 2003.

As redes do setor fecharam 2015 com crescimento nominal, sem descontar a inflação, de 8,3%, atingindo R$ 139,5 bilhões. Em número de unidades, houve crescimento de 10,1% em relação a 2014. De acordo com o levantamento apresentado nesta sexta-feira, 29, pela ABF, o número de unidades de franquias em operação no Brasil chegou a 138.343 no ano passado. Levando-se em consideração as unidades que fecharam as portas (1,3% do total ao longo do ano), houve um incremento de 12.702 novas unidades.

"Não somos uma ilha, claro que sentimos o impacto do desaquecimento da economia em 2015. Mas, de uma forma geral, consideramos que o setor reagiu bem aos desafios", afirmou Cristina Franco, presidente da Associação Brasileira de Franchising.

Para 2016, a expectativa é conservadora e a entidade espera que o setor cresça entre 6% e 8% em termos nominais. De acordo com o último Boletim Focus, divulgado pelo Banco Central na última segunda-feira, 22, a previsão para inflação em 2016 é de 7,23%.

Em número de unidades, a ABF espera um incremento na base de 8% a 10%. "Tradicionalmente, em um cenário de inflação alta e desemprego, há uma procura natural dos brasileiros pelo setor de franchising", afirmou  Claudio Tieghi, diretor de inteligência de mercado, relacionamento e sustentabilidade da ABF. 

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