Daniel Teixeira/ AE
Daniel Teixeira/ AE

Franquias já respondem por mais da metade de faturamento dos shoppings

Pesquisa mostra ainda que, de cada dez lojas que fecham as portas nos shoppings, apenas uma é franquia

Carolina Dall'Olio, do Estadão PME,

08 de dezembro de 2011 | 06h40

As franquias ganham cada vez mais importância no desempenho de vendas dos shoppings center. As unidades franqueadas, embora ocupem apenas 37% da área bruta locada (ABL) desses centros comerciais, já respondem por 62% de todo o seu faturamento. É o que mostra uma pesquisa realizada pela consultoria Rizzo Franchise a partir de dados dos membros da Associação Brasileira de Shoppings Center (Abrasce)

“Antigamente, as lojas-âncora dos shoppings eram as grandes magazines. Hoje, este papel cabe às marcas franqueadas, que são facilmente reconhecidas e valorizadas pelo consumidor”, observa o consultor Marcos Rizzo, responsável pela pesquisa. “São as franquias as principais responsáveis por chamar público aos shoppings. Elas se tornaram referência para o cliente e suas vendas comprovam isso.”

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As unidades franqueadas também demonstram ter gestão mais eficiente que a das lojas de marcas próprias. Segundo a pesquisa da Rizzo Franchise, de cada dez lojas que fecham as portas em shoppings center, apenas uma é franquia. Por tudo isso, os shoppings (em especial os novos) têm dado prioridade às redes franqueadoras para ocupação dos pontos.

De acordo com a Abrasce, 43 empreendimentos serão inaugurados em 2012. Dezesseis deles ficam em capitais e 27 em cidades do interior. Caso seja confirmada a previsão da Abrasce, o setor terá um crescimento recorde – até hoje, 1997 foi o ano que registrou o maior número de novos centros comerciais (29).

A expansão do setor é vista como uma oportunidade pelo Grupo Ornatus, que dirige as marcas Morana, Jin Jin Wok e Balonè. A empresa já conta hoje com cerca de 300 lojas das três marcas e, em 2012, pretende inaugurar outras 100 unidades.

“Mais de 85% das nossas lojas estão instaladas em shoppings center, temos esta característica”, ressalta Eduardo Morita, diretor do Grupo Ornatus. “Portanto, a inauguração de muitos shoppings nos possibilita um crescimento mais rápido e nos dá também a chance de levar a nossa marca a cidades menores do interior.”

Morita reclama, entretanto, dos preços cobrados pelas locações nos shoppings. “Os valores subiram muito nos últimos anos e, em algumas cidades, me parecem estar fora da realidade, prejudicando a rentabilidade das lojas.”

Para os franqueados, o consultor Marcos Rizzo recomenda cautela com a abertura de lojas em  shoppings novos. “É mais difícil estimar o desempenho de uma loja em um shopping já consolidado. Nos shoppings novos, os empreendimentos levam cerca de quatro anos para maturarem e atraírem um público cativo”, avalia Rizzo.

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