Fabio Motta/Estadão
Fabio Motta/Estadão

Franquias faturam R$ 38,8 bilhões no terceiro trimestre

Crescimento nominal, sem descontar a inflação do período, foi de 8,8%

Renato Jakitas, O Estado de S. Paulo

26 de outubro de 2016 | 16h05

Respaldado principalmente pela melhora nos índices de confiança do empresario brasileiro, o segmento de franquias obteve no terceiro trimestre do ano um faturamento de R$ 38,836  bilhões, alcançando crescimento nominal, sem descontar a inflação, de 8,8%. Trata-se do principal resultado do ano para o mercado de franquias que, após um 2015 difícil, dá indicios de uma recuperação, devendo fechar 2016 com uma alta em sua receita na casa dos 8%.

Os dados foram divulgados na tarde desta quarta-feira, 26, pela Associação Brasileira de Franchising (ABF), durante coletiva de imprensa realizada em Comandatuba (BA), onde nesta semana acontece a convenção nacional do setor. Segundo a ABF, no acumulado do ano, de janeiro a setembro, o faturamento das redes registra expansão de 7,9%. Quando descontada a inflação do período, que obteve alta de 5,5% no Índice de Nacional de Preço para o Consumidor (IPCA), a crescimento real do mercado de franquias até agora foi de 2,27% em 2016.

Na opinião de Cristina Franco, presidente da ABF, o resultado foi impactado por uma melhoria na confiança dos empreendedores, que começam as retomar os investimentos. "Tem também muito da resiliência do nosso setor", diz ela. Para Cristina, apesar dos reflexos da retração do consumidor e do desaquecimento do mercado de trabalho e de crédito, as redes de franquia colhem os frutos do trabalho em rede. "Fizemos a lição de casa do ponto de vista do primeiro semestre, que ficou dentro do esperado para o setor", diz a presidente da ABF, que espera um quarto semestre também positivo. "Tradicionalmente, o final do ano, com o Natal, tende a ser melhor para o setor de franquias", diz.

Expansão. O levantamento da ABF indica também que o mês de setembro terminou com 143.540 undidades de franquias em operaração, volume 3,7% superior ao trimestre anterior e 7,2% na comparação anual. Isso, para Cristina Franco, mostra que o crescimento de receita ocorreu menos pela expansão orgânica do setor, como vinha ocorrendo no passado, e mais pela melhoria do faturamento das unidades já instaladas. "Mostra que o setor está trabalhando melhor", destaca.

Por setores, as franquias de serviços, alimentação, esporte e bem-estar continuam liderando a expansão, com  altas, respectivamente, de 8,3%, 7,47% e 6,7%.

 

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