Franquias faturam alto no segmento de bares e restaurantes; aproveite para empreender na área

Quem decide atuar no sistema conta com a ajuda da marca, mas não poderá jamais inovar por conta própria

Rodrigo Rezende, Estadão PME,

20 de novembro de 2013 | 06h39

 

 

Cerca de 20% do faturamento das franquias no Brasil vem do segmento de alimentação, segundo a Associação Brasileira de Franchising (ABF). Esse modelo oferece benefícios a quem deseja empreender, entre eles, treinamento e padronização. Mas antes de escolher uma marca para investir, o empresário precisa pesquisar. E muito.

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Profissionais experientes no ramo dizem que é preciso avaliar, por exemplo, o tempo que o franqueador está no mercado. Também é válido checar se os franqueados estão satisfeitos com a empresa e qual a estrutura atual da rede. A dica principal, entretanto, é o interessado verificar a condição do mercado. Essa é a opinião de André Friedheim, diretor internacional da ABF. "Tem que descobrir se, ao invés de ser uma tendência, é um mercado modal, como o caso das iogurterias."

Antes de mergulhar no negócio, alerta Friedheim, o candidato a empresário deve saber que vai ter bastante trabalho. "Tem que estar disposto para atuar todo dia, até de fim de semana", diz.

O retorno do investimento na área de alimentação costuma oscilar entre 36 meses e 40 meses. Segundo o diretor da ABF, esse tempo é menor em relação ao período de maturação financeira de um empreendimento por conta própria. "O nome do jogo é acesso", afirma. “Na franquia, eu dou acesso a marca, know-how, fornecedores homologados, propaganda cooperada, ganhos de escala e a uma rede de negócios. Teoricamente o franqueado já sai jogando com meio caminho andado", completa Friedheim.

O modelo, entretanto, costuma dificultar o caminho do empresário inovador. "É possível inovar dentro de regras e padrões, não pode sair fazendo, sempre tem que questionar a marca. Mas o franqueador conta com o apoio do franqueado."

O bom diálogo entre o dono da marca e seus parceiros costuma ajudar muito o surgimento de boas ideias. Na rede Bob’s, por exemplo, o conselho consultivo de franqueados é um caso de sucesso. "Temos um conselho extremamente atuante, com reuniões trimestrais e representantes de todas as regiões do País", diz Marcello Farrel, diretor-geral da rede.

"Diversos produtos e mecânicas promocionais são feitas a partir da discussão desse grupo, o produto final é muito mais rico do que se a gente estiver limitado a uma área de marketing." O Bob’s encerrou 2012 com 983 pontos de venda no Brasil e o plano para 2013 contempla a abertura de mais 200 lojas.

Ao mesmo tempo em que a rede permite a troca de experiências e analisa sugestões, ela cobra disciplina. É preciso seguir à risca o modelo. Esse, segundo Farrel, é um dos principais desafios do empreendedor no sistema de franquias. "Na medida que escolhe o negócio e a marca, você tem que seguir rigorosamente as regras, fazer as coisas exatamente como o franqueador recomenda."

Farrel conta que o empreendedor no Bob’s precisa saber qual é o remédio a ser empregado em cada dificuldade que enfrentará. "O grande desafio é olhar para fora do negocio com olhos de consumidor, e olhar pra dentro com olhos de um técnico que precisa garantir o nível de operação e serviço diferenciado", afirma o diretor-geral.

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