Fabio Righetti/Divulgação
Fabio Righetti/Divulgação

Franquia é opção para quem não quer investir em uma fábrica de alimentos congelados

Investimento nesses empreendimentos vai de R$ 80 mil a R$ 360 mil

Gisele Tamamar, Estadão PME,

25 de junho de 2014 | 06h57

Dá para trabalhar com comida congelada sem ir para a frente do fogão. A opção são as marcas de franquia, redes que operam no formato de lojas para o cliente passar e comprar, e ainda podem contar com a opção de consumo no local, de acordo com o modelo do negócio. O investimento nesses empreendimentos vai de R$ 80 mil a R$ 360 mil.

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A Telu Congelados foi fundada em Volta Grande (MG) e começou a ganhar mercado no Rio de Janeiro pelo boca a boca. “O negócio entrou em um período de crise, principalmente na época do apagão, muita gente começou a desligar freezer, o que diminuiu o consumo. Minha mãe teve um problema de saúde e, há sete anos, entrei para reestruturar a empresa”, conta Rafael Alvim, um dos sócios. Ele cuida da expansão com o irmão e mais dois amigos. Atualmente, a rede tem 13 lojas em operação, mas a meta é de chegar ao fim do ano com 25 unidades e receita de R$ 5 milhões.

A marca investe nas linhas tradicional, executiva, light e as temáticas, como comida de boteco e massas especiais para o inverno. Abrir uma loja da Telu exige investimento de R$ 85 mil. “Tentamos desenvolver um projeto de refeição no local, mas não deu certo. O consumo era pequeno. Por isso, optamos apenas por um espaço para degustação”, conta Alvim.

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Já a Substância trabalha com três modelos. O primeiro inclui o delivery e o take away, ou seja, o consumidor passa na loja e compra os produtos. O segundo tem a opção de incluir o bistrô. Já o terceiro é um modelo de loja expressa (quiosques em shoppings ou dentro de lojas). O investimento vai de R$ 80 mil a R$ 195 mil.

“Temos atualmente dez unidades, vamos abrir duas lojas em Goiás e devemos ter a abertura de mais seis unidades futuramente”, afirma a consultora de design estratégico da marca, Augusta Medeiros. “Estamos no mercado de congelados há 28 anos. Houve muita evolução neste período em termos de tecnologia. E o consumidor também mudou muito. Entendeu que a alimentação congelada, além da praticidade e conveniência, pode ser mais saudável”, completa.

Já a expansão por franquias da Deep Freeze depende da entrada de um investidor para a construção de uma nova fábrica. A formatação da franquia está pronta e exige investimento de R$ 180 mil a R$ 360 mil. A marca tem seis lojas e quer chegar a um faturamento de R$ 7,5 milhões ainda este ano.

O negócio foi criado em 1982, no Rio de Janeiro. “Meu pai foi trabalhar em Paris e lá não tinha empregada. A família teve que se virar e uma marca que existia lá, a Picard, tinha muitas coisas preparadas e congeladas. Quando voltamos para o Brasil, minha mãe resolveu abrir uma loja de congelados com uma amiga”, conta o sócio-diretor, Luiz Eduardo Jardim, que passou a fazer parte do negócio em 2000. “Se tudo der certo, em um ano conseguimos fazer a fábrica e abrir pelo menos três franquias até o fim do ano que vem”, diz Jardim. 

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