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Franquia de produtos Disney chega ao mercado brasileiro por R$ 190 mil

Rede Fantasia inaugura 41 quiosques em todo o Brasil até o fim de 2011

Ligia Aguilhar, Estadão PME,

22 de setembro de 2011 | 06h00

Apaixonada pela Disney, a empresária cearense Danielle Lyra criou um modelo de negócio para comercializar exclusivamente produtos da marca em quiosques instalados em shoppings. A ideia ganhou o apoio da Disney Company Brasil e rendeu um projeto piloto testado durante um ano e meio em Fortaleza e Salvador. Com a boa aceitação, no último mês de junho, ela lançou junto com o empresário Aires Diógenes a franquia Fantasia, que até o fim do ano deve estar presente em 29 cidades do País.

O quiosque comercializa diversos tipos de produtos da Disney para crianças e adultos, como brinquedos, pelúcias, acessórios de informática, eletrônicos, eletrodomésticos, bolsas, malas e acessórios, com preços entre R$ 3 e R$ 500. “A gente ficava triste ao entrar em outras lojas e ver produtos da Disney misturados aos de outras marcas”, conta Diógenes. A partir de dezembro, a empresa vai vender também itens importados e exclusivos, que futuramente podem compor até 80% do estoque.

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A Fantasia já estima fechar 2011 com faturamento de R$ 8 milhões e 41 franquias inauguradas. Em 2012, a expectativa é passar de 120 franquias, com faturamento de R$ 50 milhões. Com a expansão, a rede espera atingir em cheio o sudeste do Brasil. Só no estado de São Paulo são 32 franquias já contratadas. Outros estados como Minas Gerais, Rio de Janeiro, Curitiba e Belém também vão receber franquias.

E a  empresa já prepara uma novidade para o ano que vem: o lançamento de uma loja com o mesmo conceito em um shopping da cidade de São Paulo. “Na loja teremos um foco maior em produtos para casa, acessórios e vestuário para o público adulto”, afirma Diógenes. O empreendimento será comandado pelos próprios sócios, que não descartam abrir franquias desse modelo no futuro.

Custo. O interessado em abrir um quiosque da Fantasia terá que investir cerca de R$ 190 mil. O valor inclui, além da taxa de franquia, a despesa com o primeiro estoque, com ações de marketing e capital de giro, além de treinamento para o franqueado e mais um acompanhante nos Estados Unidos, no parque da Disney, na Flórida. “A ideia é transmitir aos participantes toda a história do parque, de cada brinquedo e do próprio Walt Disney”, explica Diógenes. “Nós queremos que o franqueado tenha essa vivência para ver a marca com outro olhar.” A projeção de retorno é de 18 meses e o faturamento médio de R$ 50 mil. Os quiosques têm 6 m², com cerca de cinco funcionários por ponto.

O presidente da consultoria Fran Systems, Batista Gigliotti, afirma que o ponto alto do modelo é a própria reputação da marca Disney no mercado. “Como a Disney tem um nome a zelar, certamente deve agregar um nível de profissionalismo importante ao negócio, além de atrair facilmente o consumidor nem que seja por curiosidade”, diz.  No entanto, ele sugere que o futuro franqueado avalie alguns pontos importantes da franquia, como a forma que a marca irá lidar com a  concorrência e se diferenciar, o impacto que a  variação cambial pode ter nos resultados do negócio, já  que parte dos produtos em estoque serão importados; e como a pirataria ou a uma possível massificação dos produtos podem impactar na receita do quiosque.

Ele sugere também que o franqueado faça um estudo para identificar o potencial de consumo dos produtos, uma vez que a tendência é de envelhecimento da população, e faça uma escolha cuidadosa do ponto comercial. “Nem todos os shoppings recebem uma concentração de clientes com perfil para consumir esse tipo de produto”, diz.

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