Felipe Rau/Estadão
Felipe Rau/Estadão

FRANQUIA da área de educação não se abala com instabilidade da economia brasileira

Pessoas ainda buscam cursos de especialização ou de idiomas

ESTADÃO PME,

17 de setembro de 2014 | 07h22

O segmento de educação está há um bom tempo entre as áreas mais recomendadas pelos especialistas para empreender. As razões são conhecidas: o ensino público brasileiro é deficiente e o mercado de trabalho está cada vez mais exigente. As oportunidades são exemplificadas pelo caso da Kroton, que este ano anunciou uma fusão com a Anhanguera Educacional para se tornar o maior grupo de ensino do mundo. Ainda no segmento, o Grupo Multi, criado pelo empresário Carlos Wizard Martins, foi vendido no final do ano passado para a Pearson por cerca de R$ 1,7 bilhão. 

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Entre as escolas de idiomas, muito populares entre as marcas franqueadas no País, a sensação ainda é de que há muito para crescer. “A porcentagem de brasileiros que conhece um segundo idioma não passa de 5%”, afirma o presidente da consultoria Praxxis, Adir Ribeiro. “É muito visível hoje o desejo de complementar uma má educação formal. A nossa população ainda é jovem. Os pais buscam oferecer isso a seus filhos e os jovens que entram no mercado de trabalho também olham para esses cursos como uma oportunidade de melhorar.”

Algumas redes de idiomas, é verdade, têm relatado dificuldades em abrir novas filiais no Sudeste, por causa da grande concentração de unidades. Mas essa saturação não atinge outras regiões do País ou mesmo as periferias das capitais.

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Um panorama do setor

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O interior também está receptivo a empreendimentos de educação profissionalizante, como é o caso da On Byte, fundada em Taquaritinga (SP). A empresa, que nasceu como uma escola de informática, desenvolveu um método de aulas audiovisuais interativas e lançou-se como microfranquia em 2012. 

“Nosso plano de expansão é, inclusive, focado no interior”, afirma o empresário Daniel Bichiatto. “Nas grandes cidades, o preço do ponto é muito maior. Em uma cidade com 50 mil habitantes, uma escola com 200 alunos te faz sobrar R$ 7 mil por mês. Em São Paulo, os mesmos 200 alunos são suficientes apenas para você pagar as contas”, explica. A On Byte tem 96 escolas abertas e planeja fechar 2015 com 125 unidades.

Embora o endereço onde a escola está instalada não seja tão importante quanto nas franquias de alimentação e vestuário, o ponto deve ser observado com atenção. “Ele precisa ser bem servido de transporte ou ter estacionamento, por exemplo”, afirma a diretora da Franchise Store, Filomena Garcia.

Segundo Adir Ribeiro, uma das tendências do setor é oferecer cursos que mesclam o conteúdo presencial com o online. “Você dá ao aluno uma atividade no dia seguinte da aula para mantê-lo ativo. Os modelos que fazem uso apenas de uma abordagem estão mais saturados de escolas.” 

No entanto, o interessado em empreender com uma franquia no segmento de educação deve pautar sua escolha pela qualidade dos cursos oferecidos pelas diversas marcas à disposição no mercado. “As pessoas buscam um diploma que faça com que elas se destaquem”, afirma o consultor da Praxxis. 

“Algumas escolas vão se destacar lá na frente exatamente pelo nível de qualidade. Isso terá um impacto na imagem do negócio no longo prazo”, analisa o especialista. Na dúvida, olhar para as marcas já estabelecidas no País pode ser uma boa alternativa para quem pensa em empreender. 

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