Adolpho Schaefer e Paulo Ribas comandam o Holy Pasta com mais cinco sócios
Adolpho Schaefer e Paulo Ribas comandam o Holy Pasta com mais cinco sócios

Food trucks inovam e partem para as lojas físicas

Tendência começa a ganhar espaço estimulada por empresários de olho em maior rentabilidade

Gisele Tamamar, Estadão PME,

08 de setembro de 2015 | 07h15

Depois de se espalharem por São Paulo, muito embora não pelas ruas, mas principalmente em eventos e nos chamados food parks, os donos de food trucks começam a abrir lojas físicas em busca dos benefícios de um ponto fixo. Apesar do investimento mais alto, na loja o empreendedor pode fidelizar o cliente, trabalhar mais opções no cardápio, abrir as portas por mais tempo e, ainda, não sofrer com as mudanças climáticas ou com um evento que não deu certo.

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Com um ano de operação, o food truck La Peruana inaugurou, no mês passado, restaurante na Alameda Campinas, em São Paulo. "Os clientes começaram a pedir um endereço fixo. Não é todo dia que você quer ir em um food truck, enfrentar fila, o sol. Não é todo mundo que conhece comida peruana. Geralmente é um pessoal que viaja, gosta de experimentar coisas novas e também gosta de conforto", conta a proprietária, Marisabel Woodman.

A chef peruana sempre quis abrir um restaurante. Estudou administração e gastronomia, trabalhou em restaurantes de chefs renomados na França, Peru e no Brasil até investir em algo próprio. O começo, nas feirinhas gastronômicas, evoluiu para a abertura do food truck e, agora, o restaurante. Marisabel conta que o investimento no ponto físico - ela não revela a quantia exata - foi três vezes maior que o montante reservado à versão sobre rodas. O toque final no local foi dado com a ajuda de uma campanha de financiamento coletivo que arrecadou R$ 10 mil no site Kickante.

Marisabel pensou em começar um segundo food truck, mas decidiu investir em algo sobre o qual teria controle. No restaurante, a chef consegue oferecer um cardápio maior e usar ingredientes mais elaborados, situação que no modelo itinerante é difícil devido ao limite de preço do prato. No estabelecimento, o tíquete médio é de R$ 60, o dobro do food truck.

 

Já o Holy Pasta, que funciona desde fevereiro do ano passado dentro de uma Kombi ganhou uma loja, em plena Copa do Mundo, na Vila Madalena. "Quando a gente encontrou essa garagem (na qual o ponto funciona), pensamos em montar um lojinha com o mesmo conceito do negócio e que também produzisse comida para abastecer o truck", conta Adolpho Schaefer, um dos sócios do negócio.

Na loja, os pratos, como o Mac'n'Cheese, são 20% mais caros. Os sócios investiram R$ 60 mil na Kombi e R$ 150 mil no ponto físico. "Agora o plano é fazer com que a loja se perpetue. Estamos na fase de consolidação e de dar um 'upgrade' para um truck de verdade, um caminhão", diz Schaefer.

Milk-shake. A Kombosa Shake nasceu das três paixões do empresário Diego Fernando Juliano. "Morei fora do Brasil e gosto muito de milk-shake. Passei uma temporada nos Estados Unidos e comecei a gostar muito dos food trucks americanos. Quando voltei para o Brasil, estavam parando de fabricar a Kombi", conta.

O negócio começou a operar há um ano e dois meses e faz sucesso com sabores criativos, como o lemon chip, com limão espremido na hora, calda de limão siciliano e gotas de chocolate belga. Hoje, são quatro food trucks em operação. Em média, cada operação fatura R$ 100 mil por mês.

Apesar do sucesso do modelo, a vontade de levar o produto para um público maior fez o empresário investir na loja. A primeira foi aberta no ParkShopping São Caetano em maio. "Acontece, mas não é comum a pessoa sair da região do ABC e ir para São Paulo para tomar um milk-shake. E todas as vezes que fomos para o ABC fomos muito bem recebidos", diz Juliano, que investiu R$ 400 mil no negócio. Já o investimento inicial para a primeira Kombi foi de R$ 150 mil - depois o projeto passou por adaptações.

O negócio tem 180 receitas elaboradas, mas a Kombi tem capacidade para produzir 25, no máximo 30. Já na loja esse número aumenta para 90 receitas. A loja serviu como piloto para o projeto de expansão da marca. Duas inaugurações de quiosques próprios estão programadas para a cidade de Santos, em outubro, e no Aeroporto do Galeão, no Rio de Janeiro, em novembro.

A expansão também será feita por meio de franquias em três formatos: food truck, quiosque e loja. O investimento para abrir um truck é de cerca de R$ 260 mil. Já o quiosque é de R$ 230 mil. "Já temos mais de 500 cadastros", comemora o empresário.

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