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Florianópolis e Recife buscam ampliar relevância no setor de tecnologia e startups

Especialistas classificam como sofisticadas as áreas de inovação de cidades como Florianópolis e Recife

Renato Jakitas, Estadão PME,

27 de novembro de 2013 | 06h42

Além de Campinas e Belo Horizonte, duas cidades apontadas como protagonistas no cenário do empreendedorismo tecnológico brasileiro atualmente são Florianópolis e Recife. Distantes entre si no mapa do País, elas ganham destaque devido ao trabalho de seus respectivos centros tecnológicos.

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Em Florianópolis, a Fundação Centros de Referência em Tecnologias Inovadoras (Certi) abriu caminho para o desenvolvimento de uma leva de empresas dedicadas à tecnologia de informação a partir de meados da década de 1980 na ilha.

O movimento, incentivado pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), culminou nas cerca de 600 startups atualmente catalogadas pela Associação Catarinense de Empresas de Tecnologia (Acate).

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“Temos hoje estimados seis mil empregos e um movimento que gera R$ 12 milhões em impostos para a prefeitura”, afirma Everton Gubert, vice-presidente da Acate. “Considero nossa infraestrutura bem pensada para receber startups. O que ainda deixamos a desejar é a formatação de uma rede de investidores. O que temos aqui é pouco para o número de negócios”, analisa Gubert.

Recife. Na capital pernambucana, o Porto Digital congrega 240 startups e movimenta faturamento de R$ 1 bilhão anual. A vocação do polo é sobretudo o mercado de games, nicho onde os pernambucanos contabilizam histórias de sucesso. Contudo, segundo especialistas, falta ainda criar um ecossistema empresarial mais dinâmico e sólido, voltado para o desenvolvimento de plataformas globais e baseado numa arquitetura de negócios estruturada.

Segundo José Carlos Cavalcanti, professor de economia da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) e conselheiro fundador do Porto, os negócios precisam estar mais conectados à academia e com áreas como publicidade e direito.

Para tentar cobrir uma dessas lacunas, o Porto Digital inaugurou em agosto um núcleo de economia criativa, plataforma exclusiva para atrair empresas que estiverem interessadas em transformar criações em produtos e serviços.

:: ANÁLISE ::

- 600 empresas de tecnologia operam em Florianópolis, de acordo com dados da Acate.

Foco

O ponto forte das startups instaladas na capital catarinense passa pelas inovações voltadas para o segmento corporativo.  

Dinheiro

Atualmente, apenas um grupo de investimento de risco opera na região, segundo dados de empresários locais.

- 240 negócios estão em funcionamento dentro do Porto Digital, 15 deles incubados.

Jogos

Os aplicativos de games são de longe os principais produtos criados no polo de tecnologia da capital pernambucana.

Mudança

Após um período de muito sucesso, o Porto Digital perdeu força no cenário nacional. Hoje ele precisa se reinventar.

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