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Fita cassete ensaia retorno e já engrossa caixa de empresa especializada

Em entrevista à BBC, Analogue Media diz que produção de mídias magnéticas já representa 25% do faturamento

Estadão PME,

10 de junho de 2013 | 15h03

A boa e velha fita cassete ensaia retornar à cena após quase três décadas de ostracismo. Lembrança feliz para os fãs de música do passado, uma empresa canadense chamada Analogue Media afirma que nos últimos meses o interesse de bandas e consumidores pela antiga mídia magnética cresceu exponencialmente. E de linha de produção praticamente descontinuada, o negócio agora responde por 25% da movimentação financeira da pequena empresa.

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"Nós estamos de volta com (a linha de produção de) cassetes como um dos nossos negócios principais", anuncia Denise Gorman, sócia da Analogue Media, sediada na cidade de Montreal.

Em entrevista à rede BBC, Denise conta que a Anologue Media começou a operar no Canadá em 1989, a partir da produção de 10 lotes de fitas cassete encomendada por bandas independentes. Com o tempo, o negócio foi evoluindo e a Analogue Media investiu para se adaptar às necessidades do mercado, passando a produzir vinil, CDs, depois DVDs e, mais recentemente, Blu-ray. Até que, de uns meses para cá, estourou a demanda por fitas cassete.

Bandas punks, jovens em busca de experimentação e críticos do áudio digital, que escutam no velho formato analógico um som com mais qualidade do que o atual, estariam por trás desse novo mercado consumidor. Segundo Denise, o público não é diferente do que movimenta o mercado de LPs, que também vive um boom de rentabilidade. No entanto, as fitas cassetes representam uma alternativa mais acessível para os adeptos, tanto do ponto de vista de produção, quanto de consumo final.

Vai e volta. Seja como for, o movimento noticiado pela BBC traz um importante alerta para o empresário no que tange o mercado de inovação. A tecnologia sepulta alguns mercados praticamente da mesma forma em que lança tendências. E não é de se estranhar que, de tempos em tempo, alguns ícones de gerações passadas ressurjam. As vezes motivados pela curiosidade dos mais novos. As vezes porque, simplesmente, é prático, bom e barato.

Matéria recentemente publicada pelo Estadão PME, por exemplo, mostrou como a proliferação de smartphones ressuscitou as oficinas de celulares.

Ao longo do tempo, os aparelhos ficaram baratos, as peças de reposição caras e a assistência técnica quase inviável. Mas o tempo passou, os modelos se sofisticaram, o preço voltou a subir e as operadoras começaram a subsidiar parte desse custo ao consumidor em troca de contratos de fidelidade. Como resultado disso tudo, já tem pequeno empresário, novamente, faturando de R$ 4 milhões a R$ 6 milhões por ano com o negócio de manutenção de smartphones.

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