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Financiamento coletivo inspira novo e-commerce de moda que aposta em novos estilistas

Proposta é que peças de estilistas ainda sem nome no mercado sejam produzidas a partir do interesse dos usuários

Laura de Paula, especial para o Estado de S.Paulo,

14 de abril de 2014 | 06h40

De olho no avanço dos sites de financiamento coletivo, um grupo de empresários de São Paulo resolveu se inspirar no modelo para lançar hoje uma loja virtual com foco em coleções de estilistas novatos.

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Batizado como The Stylist, eles investiram R$ 500 mil na ideia, que tem como inspiração o site norte-americano Betabrand – startup que faturou US$ 3 milhões em 2013 (cerca de R$ 6,6 milhões).

A operação funciona assim: para cada projeto de nova peça disponível no site há uma meta de encomendas que precisam ser alcançadas em determinado prazo (por exemplo, 10 unidades em 30 dias). Nesse período de pré-venda, quem gostar da peça se cadastra, fornece as informações de pagamento, o endereço para entrega e pode acompanhar o status das vendas numa espécie de marcador dentro do site. Ao fim do prazo, os clientes recebem um e-mail informando se o produto será produzido ou não.

A confecção e a remessa da peça ficam por conta da startup, que remunera os estilista com 20% dos royalties da venda e espera faturar R$ 1 milhão no primeiro ano de operação.

A fabricação, conta Bruno Amaro, sócio e diretor executivo do site, será três vezes maior que a demanda diretamente gerada durante a campanha de divulgação. A ideia com isso é criar um excedente de produção que permanecerá à venda no site, passando a integrar o portfólio do loja virtual enquanto perdurarem os estoques.

“Neste primeiro momento, a gente vai começar a operação com seis estilistas e 30 ofertas de produtos. Mas em seis meses, queremos chegar a uns 30 estilistas”, conta Amaro, que foi procurar em universidades de São Paulo, Rio de Janeiro e Florianópolis profissionais da área da moda interessados em integrar a plataforma.

“Conversamos com professores e recebemos muitas indicações de estilistas já formados”, afirma o empresário, que estima um desembolso médio de R$ 150 para quem apoiar o estilista quando o produto ainda estiver na fase do projeto e cerca de R$ 300 para as peças excedentes, aquelas que já foram confeccionadas.

Para Miriam Levinbook, coordenadora do curso de Negócios da Moda da Universidade Anhembi Morumbi, a ideia é interessante, tanto para o consumidor final, quanto para os estilistas novatos. O ponto de atenção, no entanto, vai para o controle da qualidade da produção, detalhe sensível nesse ramo. “É fundamental que o que é prometido nos projetos seja entregue para o cliente”, diz.

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