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Feira mira em público específico

ABF Franchising Expo espera receber cerca de 60 mil visitantes entre hoje e sábado

Estadão PME

15 de junho de 2016 | 07h00

Diante do reflexo dos entraves econômicos para o setor, a ABF Franchising Expo, feira promovida pela Associação Brasileira de Franchising, chega à sua 25ª edição com o desafio de encontrar um ponto pacífico entre as redes que pretendem seguir planos de expansão – mesmo diante da retração crescente na economia do País – e investidores menos preparados, que veem na franquia uma possibilidade de voltar ao mercado de trabalho. Por isso, a ABF aposta em marcas estreantes e em negócios cujo investimento inicial é menor.

Neste ano, a proposta da feira é direcionada ao empreendedor que saiu do mercado de trabalho ou aquele que teme pelo desemprego. Haverá 400 marcas expositoras – 49 delas participam pela primeira vez – e os organizadores esperam 60 mil visitantes entre hoje e sábado. Os negócios apresentados na feira demandam investimentos bem diferentes: partem de R$ 10 mil e podem ultrapassar R$ 1 milhão.

Dessa maneira, o empreendedor por necessidade, aquele que apela para o negócio próprio para conseguir manter a renda, deve ser o personagem principal desta edição da ABF Franchising Expo. Conforme avalia a presidente da ABF, Cristina Franco, o sistema de franquias está preparado para receber este empresário. “A movimentação do investidor por oportunidade e por necessidade é algo que o franchising já conhece”, pontua a especialista. “Desde os anos 1980, quando havia hiperinflação e overnight (aplicação financeira feita durante um dia para ser resgatada no seguinte), o franchising tem como apogeu formalizar e capacitar esse empreendedor”, analisa Cristina. 

Além das marcas expositoras, a feira proporciona capacitação gratuita para os interessados em começar um negócio com os cursos ‘Etapas Essenciais para Escolher uma Franquia’, que busca orientar o investidor para a melhor tomada de decisão, e o ‘Entendendo Franchising’, módulo que oferece noções de aspectos operacionais e jurídicos de como se administrar uma unidade franqueada.

‘Conquistamos um resultado honesto’, diz presidente da ABF

Como você avalia os resultados das franquias em 2015?

Para nós, foi motivo de celebração. Se você olha o quadro político, moral, ético e principalmente econômico, vemos uma profunda recessão. Nunca colocamos como referência para os nossos resultados a inflação, porque teríamos que fazer cálculos muito diferentes para a inflação de cada segmento. Quando a gente olha o índice de confiança do consumidor, temos a certeza de que fizemos nossa lição de casa, conseguindo um resultado menor do que em períodos de pujança econômica, mas um resultado honesto diante de outros setores (da economia).

Como a ABF pode proteger o franqueado na recessão?

Temos o exemplo recente do custo de ocupação. Apresentamos a shoppings e proprietários de pontos comerciais a questão de valores de aluguel superdimensionados para a realidade do varejo brasileiro. A ABF estabelece a possibilidade de levar know-how para que os franqueadores possam agir dentro dos indicadores econômicos.

As franquias atendem ao empreendedor por necessidade?

O fantasma da crise pega não apenas quem está desempregado, como aquele que precisa ter um plano B, que está na iminência de perder o emprego. Por isso, temos um trabalho de capacitação. A nossa preocupação é, independentemente da renda, que ele esteja apto. Comprar uma franquia não é um cheque em branco.

 

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