Felipe Rau/Estadão
Felipe Rau/Estadão

Feira de moda e acessórios incentiva novos talentos em SP

Idealizador do Mercado Mundo Mix na década de 90 investiu em espaço na Rua Oscar Freire para atender marcas de moda

Gisele Tamamar, Estadão PME,

29 de outubro de 2014 | 06h59

Depois de idealizar com outro sócio o Mercado Mundo Mix, feira que revelou estilistas e marcas na década de 90, Jair Mercanzini morou fora do Brasil e trabalhou como consultor de moda. Mas a vocação para ajudar a revelar novos talentos voltou à tona quando ele se deparou com uma galeria abandonada em plena Rua Oscar Freire, em São Paulo. Foi então que surgiu a ideia de criar o Mercadinho Chic, um espaço com lojas rotativas com foco em moda e design. Criado em 2008, o negócio registra faturamento de R$ 1,5 milhão por ano.

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"Perceber que tinha um espaço abandonado em um dos pontos mais valorizados comercialmente de São Paulo acendeu uma luz. O espaço que propiciou a ideia da formatação do projeto", conta o estilista. O espaço fixo funciona como uma minifeira, onde os espaços são alugados para empreendedores terem uma experiência de ter uma loja na Oscar Freire. O aluguel do espaço custa R$ 1,4 mil por semana. Os contratos são trimestrais.

Mas não basta apenas querer e pagar para conseguir um estande no mercadinho. Todas as marcas passam por um processo de curadoria, onde são avaliadas. "A marca tem que ser aprovada pela nossa seleção. Somos comerciantes, tem negócios envolvidos, mas também somos coração. Queremos conhecer a pessoa para ver se ela bate com a gente. Não é só uma questão financeira", afirma Mercanzini.

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Perfis. Logo quando foi criado, o mercadinho era muito procurado por empresários que já atuavam no atacado e enxergaram no espaço uma forma de marcar presença no varejo sem ter os custos fixos. Em um segundo momento, se destacou a busca de lojistas que já estavam instalados em outros pontos, mas viram no mercadinho uma forma de promover a loja e captar novos clientes. Atualmente, o destaque é para as lojas virtuais que buscam estreitar o relacionamento com o consumidor com um ponto físico.

"A gente se vê como fomentador da indústria criativa. Temos esse olhar de identificar novos talentos. Mas não damos de bandeja, ensinamos a pessoa a fazer. Somos um canal para a indústria criativa se desenvolver" 

 

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