Gaberiela Biló/Estadão
Gaberiela Biló/Estadão

Fazendinhas são alternativa ‘light’ para empreender

Fazendinhas abrigam apenas bichos domésticos como cavalos, vacas e galinhas

Renato Jakitas, O Estado de S. Paulo,

17 de dezembro de 2014 | 07h13

Umas das maiores barreiras de entrada no mercado de zoológicos são as exigências legais, as muitas e complexas licenças necessárias para se colocar um parque em funcionamento. Mas há um grupo de empresários que parece ter descoberto uma atalho, uma forma de driblar esse empecilho e faturar diretamente no segmento.

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As fazendinhas não são zoológicos. Sem contar com espécies silvestres, elas abrigam apenas bichos domésticos, animais como cavalos, vacas e galinhas. Oferecendo passeios interativos para escolas e um grupo de famílias urbanas e de classe média, faturam até R$ 1,8 milhão por ano, têm custo médio infinitamente menor e protagonizam uma nova tendência entre a educação e o entretenimento em São Paulo.

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A Pet Zoo, em Cotia, mira basicamente crianças de escolas de classe média alta da Grande São Paulo. O negócio é comandado pelo publicitário Rafael de Aquino, empreendedor que por alguns anos nadou de braçada no nicho. Há pouco mais de uma década, porém, o estabelecimento passou a enfrentar a concorrência de pelo menos outras duas fazendinhas, a Cia dos Bichos e a Bichomania, ambas vizinhas ao seu negócio.

“Acho que tem espaço para todo mundo. O mercado é grande”, reflete Renato Isaac Pires, fundador da Bichomania e que hoje recolhe receitas de R$ 150 mil por mês (R$ 1,8 milhão ao ano). Há 12 anos, antes de inaugurar o espaço no ‘quintal’ da própria casa, devia por volta de R$ 2 milhões no mercado. “Eu abri isso aqui porque era a única alternativa minha na época para ganhar dinheiro, era minha única saída”, conta ele, que até então acumulava um histórico de insucessos como empresário do comércio.

“Tinha acabado de fechar uma loja de materiais de construção e devia muito dinheiro. Só para o (extinto banco) Banespa devia R$ 120 mil. Mas daí passei na frente do Pet Zoo, vi o movimento deles e pensei: ‘Isso eu consigo fazer’”, conta Pires, que hoje tem a ajuda do filho Gustavo para administrar o local.

Com desembolso médio de R$ 250 por família, as fazendinhas atraem 30 mil estudantes por ano e 40 famílias por fim de semana. Elas também abrigam festas de aniversário. (R.J.)

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