Monica Bento/AE
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Fazenda sinaliza novos cortes de juros

Segundo o boletim Economia Brasileira em Perspectiva, "se houver agravamento da crise global, o BC tem condições de agir com uma política monetária expansionista"

Adriana Fernandes, Agência Estado,

21 de setembro de 2011 | 11h59

O Ministério da Fazenda vê espaço para o Banco Central (BC) agir com a redução dos juros, no caso de uma piora do cenário internacional. Segundo o boletim Economia Brasileira em Perspectiva, "se houver agravamento da crise global, o Banco Central do Brasil tem condições de agir com uma política monetária expansionista, em resposta a uma eventual desaceleração da economia".

A nova versão do boletim, divulgada nessa quarta-feira na versão em inglês, destaca também que o recente corte na Selic (taxa básica de juros) de 0,50 ponto porcentual foi uma decisão que levou em consideração problemas relacionados à desaceleração global. A avaliação feita pela Fazenda é de que "mesmo o Brasil não estando no centro da crise deste ano, ele não é totalmente isolado e pode sentir alguns dos efeitos da recessão". Mas destaca que o País tem suas próprias ferramentas para articular seus instrumentos de política econômica.

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O ministério destaca a necessidade, neste contexto, de não aumentar os gastos. Por esta razão, esclarece, a disciplina fiscal foi fortalecida. "O Brasil está tomando todas as precauções possíveis a fim de evitar que a sua economia seja profundamente afetada por um eventual agravamento das condições da economia internacional". O documento destaca ainda que o objetivo é manter o País em seu caminho de desenvolvimento com menor dano possível ante a turbulência global.

Inflação

O documento prevê um recuo da alta dos preços nos próximos meses e mantém a projeção estabelecida no último relatório de inflação do Banco Central de que o IPCA vai fechar 2011 em 5,8%, acima, portanto, do centro da meta de 4,5%, mas dentro da margem de tolerância, que vai até 6,5%.

Neste contexto, o boletim destaca que a tendência é de queda de inflação na direção do centro da meta, de 4,5%, de 2012-2013.

O ministério da Fazenda prevê ainda uma desaceleração do ritmo de crescimento dos investimentos em infraestrutura em 2011. A estimativa é de que esses investimentos somem R$ 160 bilhões no ano, com alta de 9,2% em relação a 2010. No ano passado, a expansão dos investimentos em infraestrutura foi superior, de 11,6% ante o ano anterior. 

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