Robson Fernandes/AE
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Faturamento de micro e pequenas empresas sobe em julho

Micro e pequenas empresas do Estado de São Paulo crescem 5,3% ante mesmo mês de 2010

Luciele Velluto, Jornal da Tarde,

08 de setembro de 2011 | 20h15

 O faturamento das micro e pequenas empresas do Estado de São Paulo cresceu 5,3% em julho deste ano em comparação com o mesmo mês do ano passado. Em relação a junho, houve crescimento de 0,8% no movimento financeiro dessas empresas, de acordo com a pesquisa mensal realizada pelo Serviço Brasileiro de Apoio as Micro e Pequenas Empresas de São Paulo (Sebrae-SP).

O diretor-superintendente da entidade, Bruno Caetano, afirma que, com exceção de abril deste ano, a pesquisa registra crescimento do faturamento das MPEs há dois anos e meio.

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“É um longo ciclo de crescimento das micro e pequenas empresas em São Paulo. Abril deste ano só não cresceu mais porque na comparação com abril do ano passado, o mês do ano anterior teve um resultado muito bom por causa do fim da redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), que fez muita gente adiantar as compras para garantir valor menor dos produtos”, explica o diretor-superintendente.

O setor com o maior crescimento de faturamento foi o de serviços, com alta de 10,3% em julho deste ano ante o mesmo período de 2010. Na comparação com o mês anterior, o aumento foi de 4,8%. O comércio apresentou crescimento de 5,6% em 12 meses e obteve resultado nulo ante junho.

No entanto, a indústria apresentou queda de faturamento na comparação anual (3,1%) e mensal (-2,5%).“O crescimento não é uniforme em todos os setores e nem por território. O ABC Paulista, por exemplo, que tem mais micro e pequenas industriais, apresentou queda no faturamento 2% em comparação de julho deste ano com o mesmo mês do ano passado. Já a cidade de São Paulo, que tem mais MPEs do setor de comércio e serviços, apresentou alta de 13,1% em 12 meses”, comenta Caetano.

Para o diretor-superintendente do Sebrae-SP, o resultado da indústria mostra que a política econômica adotada pelo governo de restrição do crédito e a concorrência com os produtos importados tem afetado o setor.

“Podemos dizer que acendeu a luz amarela para esse segmento. Temos que acompanhar de perto, estamos atentos ao que pode acontecer”, afirma.

A professora do Programa de Capacitação de Empresas em Desenvolvimento (Proced), da Fundação Instituto de Administração (FIA), Dariane Castanheira, acredita que o que pesa para as MPEs do setor industrial é o aumento do preço dos insumos. “Isso eleva muito o preço do produto e a empresa perde competitividade”, diz.

Na avaliação de Caetano, a queda da taxa básica de juros (Selic) para 12% na última semana pode dar mais fôlego para as micro e pequenas indústrias, já que deve melhorar as condições de crédito. Antes do anúncio, no geral, o empreendedor já mostrava boa expectativa para os próximos meses: 48% acredita que o faturamento ficará estável. 

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