Faturamento de micro e pequenas empresas paulistas cai 20,9% em outubro

Faturamento de micro e pequenas empresas paulistas cai 20,9% em outubro

Em âmbito nacional, porém, índice de confiança do empreendedor apresenta leve aumento

Vivian Codogno, O Estado de S. Paulo,

17 de dezembro de 2015 | 18h44

A crise econômica continua não dando trégua para as micro e pequenas empresas paulistas, que registraram em outubro mais uma queda no faturamento mensal. A retração da receita chegou a 20,9% em relação ao mesmo período do ano pasado, conforme mostra a pesquisa Indicadores do Sebrae-SP.

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O comércio foi o maior afetado, com uma queda de 24,1% nos rendimentos, seguido pelo setor de serviços, que viu seu faturamento cair em 20,7%. Por fim, a micro e pequena indústria registrou o faturamento mensal 11,1% menor.

A receita total das MPEs em outubro de 2015 chegou a R$ 49 bilhões,  R$ 13 bilhões a menos em relação ao mesmo mês do ano passado. No acumulado de janeiro a outubro, as MPEs tiveram queda de 13,1% na receita real na comparação sobre o mesmo período de 2014.

“O resultado reflete a queda no consumo e no investimento. E, infelizmente, as perspectivas de recuperação da economia em 2016 não são otimistas. Será mais um ano em que as micro e pequenas empresas deverão trabalhar muito, apenas para contornar a crise”, afirma o diretor-superintendente do Sebrae-SP, Bruno Caetano.

Os Microempreendedores Individuais também sentiram a retração econômica chegar ao faturamento das empresas. Em outubro de 2015, os MEIs faturaram 11,6% a menos em relação ao mesmo mês do ano passado. Por setores, no período, os resultados para o faturamento do MEI foram: indústria (-12,7%), comércio (-17,4%) e serviços (-5,4%).

Confiança. Apesar dos números pouco favoráveis, os Índice de Confiança dos Pequenos Negócios (ICPN), medido pelo Sebrae Nacional, apresentou leve melhora. Em novembro, o levantamento mensal resultou em 99 pontos, um ponto acima do registrado em outubro, e três pontos acima do resultado de setembro, em uma escala de 0 a 200.

Entre as regiões do País, os donos de pequenos negócios no nordeste são os que estão com as melhores perspectivas.  O ICPN nessa região ficou em 103 e em Pernambuco o Índice atingiu 105 pontos. As regiões Norte e Sul ficaram com um ICPN de 99, seguidas pelo Centro-Oeste com 98 e Sudeste com 97.


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