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Faturamento das pequenas empresas em janeiro é o maior em 12 anos, diz Sebrae-SP

Apesar de crescimento modesto se comparado ao mesmo mês de 2012, setor se beneficiou com o bom desempenho do comércio

Estadão PME,

13 de março de 2013 | 11h24

As micro e pequenas empresas (MPEs) faturaram R$ 40,6 bilhões em janeiro deste ano. E registraram, assim, o melhor resultado para o mês desde 2001, de acordo com levantamento divulgado pelo Sebrae-SP nesta quarta-feira, 13.

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O desempenho positivo se dá mesmo após um crescimento considerado modesto na comparação direta com o ano passado: 0,9%. Em janeiro de 2012, a receita real das MPEs, já descontada a inflação,  elevou-se 6,3% ante igual período de 2011.

De volta a 2013, o setor de comércio foi o principal responsável pelo avanço observado entre os pequenos negócios. O segmento avançou 4,2% durante o período do estudo. A indústria, por sua vez, obteve retração de 4,1%. Foi o pior resultado da indústria para um mês de janeiro, desde 2009. Também em queda, as micro e pequenas empresas de serviço apresentaram faturamento 1,6% abaixo do obtido no mesmo período, em 2012.

“O mercado interno sustentou o comércio e o consumo das famílias tem funcionado como motor do crescimento e das vendas das MPEs”, afirma o diretor-superintendente do Sebrae-SP, Bruno Caetano.

Entre as regiões que compõem o Estado, a pesquisa do Sebrae mostra a cidade de São Paulo com o melhor desempenho  na comparação de janeiro de 2013 com o mesmo período, em 2012. A capital paulista registrou alta de 5,7% no faturamento das MPEs. A região metropolitana e o interior tiveram desempenho igual: aumento de 0,9% na receita real. O destaque negativo ficou com o ABC, cujo faturamento caiu 2% no período analisado.

No confronto entre janeiro deste ano e dezembro de 2012, o faturamento do setor recuou 18,1% no Estado. “Este resultado era previsto porque em dezembro as MPEs, principalmente as do comércio, são beneficiadas pelas vendas para o Natal e pelo fato de janeiro costumar ter faturamento menor do que em dezembro, entre outros fatores, por conta das férias coletivas nas empresas”, diz Caetano.

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