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Família aposta em chocolate de luxo, diz que não quer expandir e já fatura R$ 10 milhões

Chocolat du Jour foi lançada há 25 anos em São Paulo, hoje tem 40 funcionários e três lojas na capital

Renato Jakitas, Estadão PME,

15 de dezembro de 2012 | 09h51

O mercado de luxo deve fechar 2012 faturando R$ 7,3 bilhões no Brasil, com expectativa de vendas 25% superiores ao final dos próximos 12 meses. São projeções da Bain & Company, que produz um dos principais termômetros para a categoria no mundo.

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Boa notícia para a família Landmann, que em São Paulo mantém há 25 anos uma marca de chocolates finos, a Chocolat du Jour (chocolate do dia, em francês), negócio que cresce na casa dos 10% nos últimos anos e, com 40 funcionários, deve alcançar receita de R$ 10 milhões neste ano.

A empresa avança devagar, na opinião de Patricia Landmann, filha dos fundadores Claudia e John Landmann. Mas, para ela, tudo bem, o negócio foi concebido para ser assim. “É que queremos manter o ritmo das coisas assim, para não perder a mão na qualidade dos produtos, que sempre foi nossa marca”, diz a publicitária de 34 anos.

De fato, o posicionamento da Chocolat du Jour encerra uma das premissas do mercado de luxo, algo que pode ajudar o empreendedor interessado em investir no ramo, principalmente se o foco for justamente o de chocolates – negócio concorrido e que tem no Brasil o terceiro maior produtor e quarto em consumo do mundo.

Ao apostar na exclusividade, a marca conseguiu inovar e desgrudar-se da concorrência. Para tanto, investe alto em tecnologia (acaba de aplicar R$ 4 milhões em uma nova fábrica no bairro da Lapa, zona oeste de São Paulo) e em pontos de venda – tem três lojas, duas em shoppings requintados (Iguatemi e Cidade Jardim) e uma de rua, na Haddock Lobo, nos Jardins.

“O nosso principal produto é a trufa, que fazemos em pequenos lotes, todos os dias e sem conservantes. Quanto mais fresco melhor e, após produzida, ela deve ser consumida em até uma semana”, diz Patricia Landmann, que por hora não pensa em expandir o negócio e vê o modelo de franquia, por enquanto, incompatível com a proposta da empresa.

O desembolso médio de um cliente da Chocolat du Jour é de R$ 140. No Natal, quando o sortimento médio de 70 itens recebe dez lançamentos, esse valor pode chegar a R$ 180. Dinheiro extra que, a exemplo do mercado tradicional, serve como uma gordura para períodos de baixa. Isso porque o mercado de chocolates brasileiro é doce durante o período do Natal e da Páscoa, mas pode se tornar amargo para o resto do ano. Isso ocorre também na marca de luxo, que sofre com os efeitos do baixo volume de vendas em função da sazonalidade.

“Não muda muito. Ainda temos momentos importantes no Dia das Mães e Dia dos Namorados. Mas a sazonalidade é praticamente a mesma”, diz Patricia.

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