Falta de profissionais qualificados ainda prejudica as empresas brasileiras

A taxa de desemprego no País em junho é a menor para o mês desde o início da pesquisa, em 2002

economia & negócios,

20 de julho de 2011 | 07h14

Apesar do desemprego mensal no Brasil ter diminuído, segundo dados divulgados nesta terça-feira, 19, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE), a falta de profissionais capacitados - um dos principais problemas das pequenas e médias empresas - ainda é uma marca do mercado de trabalho brasileiro. De acordo com o instituto, a taxa de desemprego caiu em junho para 6,2%, a menor para o mês desde o início da série histórica da Pesquisa Mensal de Emprego, em março de 2002.

A população desocupada foi calculada em 1,5 milhão de pessoas, número estável em relação ao mês anterior. Do total de pessoas empregadas, no entanto, 56,8% não possui ensino médio completo, segundo dados de 2009 do instituto.

Essa, segundo o diretor de operações da empresa de recrutamento especializado Robert Half em São Paulo, Fernando Mantovani, é uma das diferenças do perfil do trabalhador do Brasil, quando comparado a profissionais de outros países.

De acordo com ele, apesar de existir mão de obra muito bem qualificada no País, a demanda por esses profissionais, atualmente, é muito maior do que a oferta. "A educação pública é muito mais sólida no exterior do que aqui. Se formos pensar na base da formação do indivíduo, a proporção de profissionais que tiveram um bom nível de estudo é muito menor no Brasil, o que é natural em um país com um déficit educacional como o nosso".

De acordo com Mantovani, o momento de crescimento econômico que o Brasil vive hoje tem atraído muitas empresas para o País, o que tem aquecido o mercado de trabalho. "Muitas companhias enxergam aqui uma oportunidade para compensar o resultado negativo na América do Norte. Na América do Sul, o Brasil é o país que mais chama a atenção." Essa expansão no número de empregos associada a uma carência de profissionais gera o que tem sido chamado de "apagão da mão de obra". Isso ocorre quando um país apresenta um elevado crescimento econômico, mas não tem como manter esse crescimento devido à falta de profissionais capacitados para sustentá-lo.

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