Divulgação/FreeCô
Divulgação/FreeCô

Fabricante brasileira de bloqueador de odores sanitários chega ao mercado espanhol

Decisão de levar o produto para além-mar deve permear também outros países como Estados Unidos e Canadá

Vivian Codogno, O Estado de S. Paulo

24 de março de 2017 | 11h47

O empresário Rafael Nasser quer acabar com o tabu do mau cheiro em banheiros de uso coletivo. Agora, após dois anos do lançamento do bloqueador de odores santinários FreeCô no Brasil, o produto idealizado por Nasser e seu sócio Renato Radomysler  vai emanar novas frangrâncias no mercado espanhol. A partir de maio, a empresa passa a exportar o primeiro lote de 10 mil unidades, com a meta de atingir até o fim do ano a venda de 40 mil unidades por mês.

A proposta de evitar que os cheiros indesejados do 'número dois' pode parecer inusitada, mas para Rafael foi apenas uma questão de adaptar o foco de atuação do empreendimento que já tocavam. "Já travalhávamos com produção de aromas para marcas e aromatização de ambientes", conta Nasser. "Mas ficávamos muito sucetíveis ao humor de empresas em pedir nossos serviços, então decidimos criar uma nova categoria", relata.

Pela peculiaridade do produto, o caminho até lançá-lo no mercado amplo foi longo. Nasser conta que foi preciso lançar mão de campanhas bem-humoradas para quebrar a barreira inicial do assunto. "Ainda é um tabu falar sobre ir ao banheiro", reflete o empresário. "O fato é que todo mundo vai ao banheiro e tudo mundo faz o número dois fedido. É um cheiro como todos os outros, algo que o corpo precisa expelir", analisa. 

E não tardou para que o Freecô caísse nas graças do público, a começar pela bolsa de mulheres das classes A e B. "Em pesquisas, encontramos uma aderência grande por recém-casadas. Mulheres que se casavam e iam na casa da mãe para usar o banheiro. Outras que não conseguiam fazer higiêne bucal pela manhã por conta do cheiro deixado pelo parceiro", explica Nasser, que fechou 2016 com um faturamento de R$ 5 milhões.

A decisão de levar o produto para além-mar deve permear também outros países como Estados Unidos e Canadá. "O ser humano se incomoda muito com os odores que expele, por isso cria desodorante, enxaguante bucal. No caso do número dois, pessoas têm medo de ir ao banheiro pelo constrangimento do cheiro. É um problema de saúde pública", reflete o empresário. 

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