Daniel Teixeira/Estadão
Daniel Teixeira/Estadão

Fabricação própria de panetone vira arma de competição entre os pequenos

Ao contrário de revender marcas famosas, pequeno negócio deve investir na fabricação de pão natalino

Roberta Cardoso, Estadão PME,

30 de novembro de 2012 | 07h19

O pequeno negócio que deseja competir com grandes empresas deve investir na fabricação própria de seus panetones e não revender marcas famosas. Segundo Alexandre Pereira, presidente da Associação Brasileira da Indústria da Panificação e Confeitaria (Abip), essa estratégia só traz ganhos.

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“As pessoas deixam para comprar itens de mercearia em supermercados. Por isso, apresentar o maior número de produtos de fabricação própria é sempre mais positivo e rentável do que encher as prateleiras com outras marcas.”

O setor também apresenta chances para pequenos fabricantes do pão de origem italiana. A Di Cunto, uma das mais antigas fábricas do País, comprova isso há 77 anos. “Atendemos um nicho de clientes com o nosso produto, que é vendido durante o ano inteiro. É uma clientela menor, mas muito fiel e forte”, explica Marcos Di Cunto Júnior, gerente de marketing da empresa.

A fabricação em escala mais enxuta, porém, implica no aumento do custo para o consumidor. Mas se o panetone tiver qualidade, o cliente vai pagar mais.

“O consumo de panetone conta com uma peculiaridade: a autoindulgência que afeta as pessoas no fim de ano. Mesmo custando mais caro e sem a funcionalidade de um iogurte, os consumidores se permitem comprar um produto mais caro como recompensa”, analisa Ramon Cassel, do Instituto Nielsen.

Mas para Marcos Di Cunto, assegurar que o pão tenha qualidade superior é mesmo fundamental. “O nosso cliente sabe o que vai encontrar e quanto vai pagar por isso. Além de preservar a receita, temos também que manter o padrão”, diz o empresário.

A marca paulistana Village já figura entre as grandes fabricantes nacionais do pão natalino. Mas o negócio surgiu como um braço de apoio da panificadora Cepam, fundada em 1968, na Vila Prudente. Na época, a pequena padaria pretendia abastecer apenas as empresas que rodeavam o entorno do bairro.

O empreendimento deslanchou e passou para a produção industrial em 1972. “A marca conquistou clientes corporativos e não parou mais. A entrada em redes de varejo aconteceu depois”, conta Reinaldo Bertagnon, executivo comercial das marcas.

Atualmente, a Village conta que possui mais de mil funcionários em períodos sazonais e também diversificou sua atuação com a produção de chocolates e também biscoitos.

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