Exportações de produtos básicos têm alta de 27,5% ante setembro de 2010

Exportações de produtos básicos têm alta de 27,5% ante setembro de 2010

No acumulado do ano, exportações de básicos subiram 39,8% e atingiram 47,9% do total da pauta exportadora brasileira

Renata Verissimo, Agência Estado,

03 de outubro de 2011 | 17h49

As exportações brasileiras de produtos básicos registraram um crescimento de 27,5% em relação a setembro de 2010, enquanto que a alta das vendas de manufaturados foi de 12,3%. Segundo os dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, as exportações de semimanufaturados subiram 40,8% no período.

Do lado das importações houve uma queda de 6,5% em bens de capital. No entanto, a secretária de Comércio Exterior, Tatiana Prazeres, explicou que houve importações atípicas de máquinas para siderúrgicas em setembro de 2010 que, se excluídas da conta, as importações de bens de capital apresentam alta de 8,5%. As importações de matérias primas e intermediários subiram 17% e a de combustíveis 35,3%. As compras no mercado internacional de bens de consumo aumentaram 15,3% em setembro, com destaque para automóveis, que teve alta de 9,9% em relação a setembro de 2010.

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No acumulado do ano, de janeiro a setembro, as exportações de básicos subiram 39,8% e atingiram 47,9% do total da pauta exportadora brasileira. As exportações de manufaturados, nos nove primeiros meses do ano, subiram 18,4%, enquanto que os semimanufaturados aumentaram 34,6%.

Os produtos manufaturados estão perdendo participação na pauta, caindo de 39,5%, de janeiro a setembro de 2010, para 35,9% no mesmo período de 2011. "O que ocorre é que as exportações de básicos crescem mais aceleradas que as de manufaturados, mas isso não significa que estamos reduzindo os manufaturados", afirma Tatiana.

Segundo ela, o crescimento das exportações de manufaturados é "muito expressivo". "Se desconsiderarmos os básicos, o crescimento das exportações ainda é bastante significativo", destacou, informando que a alta de vendas externas de produtos industrializados é de 22,6% no ano. Incluindo os básicos, o crescimento das exportações brasileiras é de 30,4%.

A secretária destacou que, embora os preços das commodities esteja num patamar elevado, favorecendo as exportações brasileiras, o efeito preço é pouco relevante nas vendas de produtos manufaturados.

Metas

Apesar do câmbio melhor para os exportadores, o secretário-executivo adjunto do MDIC, Ricardo Schaeffer, afirmou que está mantida a meta de US$ 257 bilhões em exportações este ano. Segundo ele, com este resultado e confirmada a previsão do Fundo Monetário Internacional (FMI) de crescimento mundial do comércio exterior em 19,7% este ano, o Brasil conseguirá ampliar a sua participação no comércio mundial para algo entre 1,4% e 1,5%. No ano passado, a participação brasileira foi de 1,36%. A meta do governo é atingir 1,6% do comércio mundial até 2014.

Schaeffer explicou que a balança comercial brasileira tem batido recordes sucessivos graças à política de diversificação de mercado que ocorreu no passado. Segundo ele, se o Brasil tivesse optado por centralizar as vendas nos Estados Unidos e na Europa estaria sentido o arrefecimento destes dois mercados, por conta da crise financeira. "No momento em que não colocamos todos os ovos na mesma cesta, nos demos mais condições de resistir a esta crise", afirmou o secretário. Mesmo assim, as exportações para os Estados Unidos cresceram 31,3% de janeiro a setembro e, para a Europa, 28,4%. A Ásia continua sendo o principal mercado, com uma alta nas exportações brasileiras de 39,1% em relação ao mesmo período de 2010.

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