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Exportações do setor pet caem 5%

Fraco desempenho da indústria pet, registrado nos últimos anos, continua; empresas do projeto Pet Brasil, porém, exportaram 13,7% a mais no mesmo período

Redação, O Estado de S.Paulo

20 de julho de 2017 | 11h30

As exportações de produtos pets no acumulado de janeiro a maio deste ano caíram 5% em relação ao mesmo período de 2016, o que reflete o desaquecimento do setor. Foram US$ 81,9 milhões exportados neste ano contra US$ 86,3 milhões nos cinco primeiros meses de 2016. Os dados são da Associação Brasileira da Indústria de Produtos para Animais de Estimação (Abinpet), e incluem alimentação, produtos de higiene e beleza, medicamentos veterinários e comercialização de animais vivos.

O histórico das exportações nos últimos anos é reflexo da crise econômica do país. Em 2016, as exportações somaram US$ 236,3 milhões, o menor valor dos últimos seis anos, 33% mais baixo quando comparado ao ano anterior. Em 2015, foram exportados US$ 351,4 milhões.  Mas em relação às importações de pet food para cães e gatos, por exemplo, o quadro é mais estável nos dois últimos anos. Em 2016, o país importou 1,6% a mais do que em 2015, passando de US$ 6,6 milhões para US$ 6,7.

No entanto, os valores relacionados às empresas que participam do projeto Pet Brasil, iniciativa da Abinpet e da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil), cresceram 13,7% no período e fecharam em US$ 23,2 milhões, ante US$ 20,4 milhões de 2016. 

Apesar da instabilidade econômica atual, o Brasil ainda é um dos principais países do mercado pet mundial situando-se em terceiro lugar, e representando 5,14% de um total de US$ 105,3 bilhões de faturamento em 2016. Os Estados Unidos lideram a lista, com 42,2% do faturamento total, seguidos por Reino Unido (5,8%), Alemanha (5,09%), Japão (4,9%), França (4,7%), Itália (3,2%), Austrália (2,6%), Canadá (2,43%) e Rússia (2,36%).

 

 

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